Umuarama

Tecnológia

UEM de Umuarama pesquisa aplicação de agrotóxicos usando a tecnologia de drone

03/05/2021 09H35

drone

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) – Campus de Umuarama – em parceria com a Associação dos Cotonicultores do Paraná (Acopar) vem realizado pesquisas para avaliar a qualidade da aplicação de inseticidas na cultura do algodoeiro com ajuda de drone ou veículo aéreo não tripulado (VANT).

O ensaio está sendo conduzido na Fazenda de Ensino e pesquisa da UEM em Umuarama e tem o objetivo de determinar a melhor velocidade de aplicação e o volume de calda mais eficiente para o controle do percevejo-marrom.

A tecnologia de aplicação de inseticida com utilização de drone pode trazer vantagens ao agricultor e a lavoura. Conforme o professor da UEM, Julio César Guerreiro, o aparelho permite a aplicação de agrotóxicos com precisão, pois utiliza os métodos modernos de navegação e geoposicionamento. Esta situação implica em depositar a calda de forma controlada e certeira sobre o alvo biológico, sendo eles os insetos, plantas daninhas e as próprias plantas cultivadas no processo de controle de doenças.

Ainda segundo o professor da UEM, João Paulo Francisco, além disso, o fácil deslocamento e condição de pilotagem traz economia de tempo e permite a aplicação de agrotóxicos em áreas consideradas de difícil acesso para outros equipamentos de pulverização, como o trator e o avião.

O equipamento

drone 2

O drone utilizado no presente experimento foi adquirido pela Acopar, com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), e tem permitido o estudo do controle de pragas em lavouras já implantadas. “O equipamento evita o pisoteio pelo rodado do trator e prejuízos por perdas de plantas. Além da adoção da técnica de manejo integrado de pragas nas condições das bordaduras das lavouras, minimizando a continuada migração das pragas para áreas mais internas do plantio.”, ressaltou Guerreiro.

A aeronave da ACOPAR mede aproximadamente 1,40 metro – entre eixos – e tem a possibilidade de carregar até 10 litros de calda. A lotação permite a aplicação contínua de uma área aproximada de 1h. O voo ocorre a 3 metros de altitude, em relação às plantas, e sua faixa de pulverização varia de 4 a 5 metros de largura. “O drone é movido por baterias, que possuem variações no tempo de duração ente 8-10 minutos. Este período de duração pode estar relacionado ao peso carregado pela aeronave e a velocidade do vento durante a realização das aplicações”, explicou Francisco.

Foto: Renan Rizzato Espessato

Inovação

Conforme os professores, a aplicação de agrotóxicos com drones surge como possibilidade inovadora para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas de lavoura de maneira precisa. O equipamento é um aliado principalmente em condições com necessidade de rápida ação e em locais difíceis de serem alcançados. Além disso, é uma tecnologia que pode substituir a aplicação de agrotóxico realizada por agricultores, minimizando os problemas enfrentados por contaminação e intoxicação dos aplicadores.