INVESTIGAÇÃO

Um Hyundai Tucson que está em nome de Mônica da Silva Cordeiro, de 41 anos, encontrada morta junto com o filho, de 26, em Mundo Novo (MS), foi apreendido pela Polícia Militar nesta quarta-feira (16), em uma propriedade na zona rural de Perobal. No veículo, os policiais encontraram 6,2 quilos de crack escondidos em um compartimento com fundo falso.
A apreensão ocorreu após a PM receber uma denúncia sobre a presença do veículo no imóvel rural. Com apoio do Canil do 25º Batalhão, as equipes realizaram buscas e localizaram a droga escondida na estrutura do Tucson.
Segundo a polícia, foi identificada uma alteração na estrutura do veículo compatível com um fundo falso, utilizado para ocultar o entorpecente. O automóvel e a droga foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Umuarama.

O Tucson está registrado em nome de Mônica da Silva Cordeiro, de 41 anos, uma das vítimas do duplo homicídio ocorrido na noite de segunda-feira (14), em Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. Ela e o filho, Allan Henrique Cordeiro dos Santos, de 26 anos, eram moradores de Perobal.
Mônica também era servidora pública municipal concursada de Umuarama desde abril de 2015 e trabalhava como técnica de enfermagem na UBS Ouro Branco.
Os corpos de mãe e filho foram encontrados na Estrada do Cachimbo, nas proximidades da linha internacional. Conforme a identificação realizada pela Polícia Civil de Mundo Novo, ambos foram mortos a tiros.
Allan foi atingido por três disparos, um deles na região da nuca. Mônica sofreu quatro tiros, também com um disparo na nuca. De acordo com a análise preliminar, a mulher apresentava hematomas, circunstância que levou os investigadores a considerar a possibilidade de ela ter sido submetida a agressões físicas antes da execução.
Peritos também encontraram vestígios de gasolina nos corpos. A suspeita inicial é de que os autores tenham pretendido incendiar as vítimas, mas abandonaram a ação por razões ainda não esclarecidas.
A apreensão do Tucson com a droga acrescenta um novo elemento ao caso, mas ainda não há informação oficial de que o entorpecente tenha relação com o duplo homicídio. As circunstâncias das mortes e a eventual ligação entre os fatos deverão ser esclarecidas pelas investigações no Paraná e no Mato Grosso do Sul.