SAÚDE

A Secretaria Municipal de Saúde de Umuarama, por meio do Ambulatório de Infectologia, promoveu palestra sobre leishmaniose, voltada aos agentes de combate a endemias da Vigilância Ambiental e à equipe da Vigilância em Saúde do Trabalhador. A atividade, realizada no anfiteatro Haruyo Setogutte, no último dia 2, foi dirigida pelo médico infectologista Ricardo Delfini Perci.
De acordo com a coordenadora do ambulatório, Maria de Lourdes Gianini, a capacitação teve como objetivo ampliar o conhecimento das equipes sobre a doença, fortalecendo as ações de prevenção, identificação e vigilância realizadas no município.
A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Leishmania. Apresenta-se principalmente como lesões na pele e mucosas e também na forma visceral, considerada mais grave por comprometer órgãos internos. A transmissão ocorre pelas fêmeas infectadas do mosquito-palha, que adquire o parasita ao picar animais ou pessoas infectadas e pode transmiti-lo em uma nova picada.
A prevenção depende da redução da presença do vetor e dos cuidados no ambiente. É recomendável manter quintais e terrenos limpos, evitar o acúmulo de matéria orgânica, folhas e resíduos e adotar medidas de proteção contra a picada do mosquito, como uso de repelentes, roupas que protejam braços e pernas e telas em portas e janelas.
Nesse trabalho, os agentes de combate a endemias têm papel fundamental. “As equipes atuam diretamente nos territórios, realizando ações de orientação, identificação de situações de risco e acompanhamento das condições ambientais”, comentou a coordenadora da Vigilância Ambiental, Regiani Santos da Silva.
As notificações dos casos suspeitos e confirmados também são essenciais, pois permitem à Secretaria de Saúde conhecer melhor a situação epidemiológica, acompanhar a ocorrência da doença e direcionar as medidas de controle e prevenção.
A capacitação, segundo Maria de Lourdes Gianini, contribui para qualificar ainda mais o trabalho integrado das equipes e fortalecer a vigilância em saúde, ampliando a capacidade do município de identificar riscos e atuar de forma preventiva contra a leishmaniose.