Umuarama

Protesto

Trabalhadores dos Correiros de Umuarama entram no sétimo dia de greve

26/08/2020 08H42

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Há tempos as movimentações de greve dos funcionários dos Correios não obtinham tamanha adesão. Em Umuarama 95% dos trabalhadores estão paralisados, assim como na região, conforme o delegado sindical, Adriano Pereira. Ontem os Correios anunciaram que entraram com dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Conforme Adriano, na Central de Distribuição (CDD) de Umuarama apenas cinco pessoas estão trabalhando e 20 aderiram a greve, já na agência de sete trabalhadores cinco estão paralisados. “Estamos lutando por nossos direitos que estão sendo retirados e esperamos que a população entende isso”, disse.

Com adesão a paralisação, as entregas estão demorando para chegar ao destino. “Esse atraso já vem antes da encomenda chegar para gente nos Centro de Entrega de Encomendas (CEE), onde os trabalhadores também estão paralisados. A greve é nacional” explicou.

PREJUÍZO

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT), a categoria foi surpreendida desde o dia 1º de agosto com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021.

A revogação retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale-alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização de morte, auxílio-creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, em uma atitude desumana impedindo tratamentos diferenciados e que garantem melhor qualidade de vida, pagamento de adicional noturno e horas extras.

TST

Os Correios anunciaram ontem que entraram com dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST) por não ter havido acordo com as entidades que representam os funcionários parados desde a segunda-feira passada (17). A partir de agora, o tribunal vai mediar a negociação por reajuste de salário dos empregados.

CORREIOS

Conforme assessoria dos Correios, Os Correios têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios dos empregados.

A paralisação parcial da maior companhia de logística do Brasil, em meio à pandemia da COVID-19, traz prejuízos financeiros não só aos Correios, mas a inúmeros empreendedores brasileiros, além de afetar a imagem da instituição e de seus empregados perante a sociedade.

Os Correios esperam que os empregados que aderiram ao movimento paredista, cientes de sua responsabilidade para com a população, retornem ao trabalho nesta segunda-feira (24).

ENTREGAS

Devido a demora na entrega das encomendas, alguns umuaramenses estão indo direto na CDD de Umuarama, porém o atendimento só é realizado por agendamento, que é feito pelo telefone 44-3623-1671 das 9h às 11h30 e das 13h30 às 16 horas.

Ainda segundo a empresa realizou no último fim de semana (22 e 23/08), a entrega de mais de 1,2 milhão de cartas e encomendas em todo o país. A ação, que contou com o reforço de empregados da área administrativa e de veículos extras, entre outras iniciativas do plano de continuidade da empresa, também foi responsável pela triagem de 4,7 milhões de objetos postais. O ritmo das entregas prossegue durante a semana, de forma a manter a qualidade operacional e minimizar o impacto aos clientes, durante a paralisação parcial dos empregados.

Em todo o Brasil, a rede de atendimento segue aberta e os serviços, inclusive o SEDEX e o PAC, continuam disponíveis. As postagens com hora marcada permanecem temporariamente suspensas – medida em vigor desde o anúncio da pandemia.

A Coleta Programada não sofreu alteração, assim como a Logística Reversa, que permanece operando normalmente em nossas agências, bem como o serviço de telegrama, que continua sendo prestado com um acréscimo de 1 (um) dia ao prazo previsto de entrega.

Em função de decretos municipais e estaduais, ou devido aos protocolos preventivos adotados pelos Correios – como sanitização de ambientes -, algumas unidades de atendimento poderão sofrer alterações em seu funcionamento.