Variedades

UMA DÉCADA

Sidnei Zago e a banca de sabores que faz parte da paisagem de Umuarama

13/10/2026 14H52

Jornal Ilustrado - Sidnei Zago e a banca de sabores que faz parte da paisagem de Umuarama

Quem passa pela baixada da Rua José Balan, nas proximidades do ginásio de esportes, em Umuarama, talvez já tenha reparado em uma cena que se repete há uma década: uma banca repleta de potes de pimenta em conserva, organizada em frente a uma residência. Atrás dela, sentado e sempre por perto dos produtos, está Sidnei Zago, de 64 anos, que encontrou nesse pequeno espaço uma maneira de complementar a renda e manter viva a relação com a terra.

A história da banca começou há dez anos, no mesmo lugar onde Sidnei mora. Antes de os potes coloridos ocuparem o espaço, era uma caminhonete que ficava ali. Com o passar do tempo, o aposentado foi mudando os produtos oferecidos e experimentando diferentes possibilidades. Já vendeu várias frutas e outros itens, até que as conservas ganharam protagonismo e passaram a ser a marca registrada do ponto.

Atualmente, o trabalho é concentrado nas pimentas e no pequi em conserva. Parte das pimentas vem da própria produção de Sidnei, que cultiva algumas variedades em sua chácara. Outras chegam diretamente de Minas Gerais, ampliando as opções para quem gosta de sabores marcantes.

A banca funciona de segunda a sexta-feira, das 16h30 às 18h. Nesse intervalo, os potes ficam expostos diante da casa, chamando a atenção de quem passa pela rua. São diferentes tipos de pimenta, desde a conhecida dedo-de-moça e a malagueta até a Carolina Reaper, variedade famosa por sua ardência extrema e considerada uma das mais picantes do mundo.

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A escala de Scoville, utilizada para medir a ardência das pimentas, ajuda a dimensionar a fama da Carolina Reaper, que pode variar de aproximadamente 1,15 milhão a 2,2 milhões de unidades de calor (SHU). Para os mais ousados, ela representa um desafio; para outros, as opções mais suaves são suficientes para dar um toque especial às refeições.

Os preços dos produtos variam de R$ 10 a R$ 50, conforme o tipo. Os potes de pequi em conserva são vendidos por R$ 30. A variedade permite que diferentes clientes encontrem algo de seu gosto, seja para consumo próprio, seja para levar à mesa e compartilhar com a família.

Mas a banca é apenas uma parte da relação de Sidnei com o cultivo de alimentos. Em época de manga, ele também fornece frutas para o Banco de Alimentos de Umuarama. Outra fruta presente em sua chácara é a pitaia, que, na temporada, também pode aparecer entre os produtos oferecidos na banca.

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Entre o cuidado com as plantas, a preparação das conservas e a rotina de organizar os potes no fim da tarde, Sidnei mantém um trabalho que une produção própria, venda direta e aproveitamento do que a terra oferece. Para quem passa pela Rua José Balan, a banca já faz parte da paisagem. Para ele, é uma atividade que ajuda no orçamento e mantém a rotina em movimento.

Em uma cidade cheia de pressa, a pequena banca convida a diminuir o passo, observar os produtos e conhecer a história de quem está ali. Há dez anos, Sidnei ocupa o mesmo cantinho, transformando a frente de casa em um ponto de encontro entre sabores, trabalho e simplicidade.

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