TECNOLOGIA

Um projeto nascido nas salas de aula da rede pública de Umuarama alcançou projeção nacional. O Dengue Bot, desenvolvido pelos estudantes Ana Julia Dos Santos França, Gustavo Dosso Francischini Da Silva, Gustavo Lima De Araujo e Vitor Gabriel Borges Barboza, sob a coordenação do professor Maikon Douglas Schmidt, está em Joinville (SC) para representar o Paraná na 11ª FEBIC (Feira Brasileira de Iniciação Científica).
O dispositivo foi idealizado para circular de forma autônoma pelos ambientes escolares — como salas, corredores e pátios —, utilizando sensores para desviar de obstáculos enquanto dispersa repelentes naturais contra o mosquito Aedes aegypti.
Evolução e premiações
O protótipo inicial, feito com materiais recicláveis como garrafas PET, passou por melhorias significativas com a incorporação de peças em impressão 3D e componentes eletrônicos mais robustos. A trajetória de sucesso da equipe inclui marcos importantes:
* Concurso Agrinho de Robótica (2024): 1º lugar na categoria Ensino Fundamental II.
* Paraná Faz Ciência / FECCI (2025): 1º lugar em Ciências Biológicas Júnior.
* FENAAH/S: Premiação promovida pela Secretaria de Estado da Educação que garantiu a credencial para a FEBIC.
Além do aprimoramento mecânico, a pesquisa científica avançou no estudo de substâncias repelentes. Inicialmente focado na citronela — cujos primeiros testes mostraram redução na presença de insetos —, o grupo agora avalia a eficácia de óleos essenciais como lavanda e eucalipto-limão (Corymbia citriodora).
A participação na FEBIC reúne trabalhos de todo o Brasil e do exterior, consolidando a experiência dos jovens pesquisadores e demonstrando o potencial da iniciação científica na escola pública ao transformar um problema de saúde comunitário em solução tecnológica multidisciplinar.
Umuarama no mapa da ciência
A presença do Dengue Bot na FEBIC coloca em evidência não apenas o projeto, mas também o potencial da educação científica desenvolvida dentro das escolas públicas na nossa região.
A trajetória do Dengue Bot mostra como uma ideia surgida em uma atividade escolar pode ganhar novas dimensões quando os estudantes têm espaço para pesquisar, testar, errar, reconstruir e apresentar suas descobertas.