Umuarama

Relembre

Quatro meses após o primeiro caso, coronavírus cresce em Umuarama

26/07/2020 09H00

As máscaras agora e viseiras de proteção agora fazem parte do cotidiano dos umuaramenses

Os umuaramenses completam nesta segunda-feira (27) 120 dias de convivência com o novo coronavírus (Sars-CoV-2), transmissor da Covid-19. Neste período o vírus rodou o mundo e na Capital da Amizade muitas lutas foram travadas entre setores da saúde, economia e do social.

Do primeiro caso confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde no dia 27 de março, um homem na casa dos 30 anos que possivelmente contraiu o coronavírus durante uma viagem recente ao exterior, Umuarama hoje tem 566 casos confirmados da doença, sendo que 10 pessoas morreram por Covid-19, até o fechamento da edição do jornal.

A cidade manteve um período de controle da disseminação do vírus, após o prefeito Celso Pozzobom decretar estado de emergência e o fechamento do comércio e indústrias. O tempo de baixa circulação do coronavírus em Umuarama durou entre os meses de março e maio, momento quando os umuaramenses começaram e abandonar o isolamento social e iniciarem as confraternizações em datas comemorativa e demais aglomerações.

No mês de junho os casos de Covid-19 começaram a saltar. Os boletins diários de acompanhamento da pandemia em Umuarama mostraram que o número de casos positivos da doença aumentaram 75% em uma semana, passando de 53 no dia 17 de junho para o dia 24 de junho. No mesmo período, o número de mortes subiu de um para três.

Em meio ao turbilhão de notícias e informações a vida e os hábitos das pessoas mudaram, agora o umuaramense lava mais as mãos, máscaras e viseiras de proteção fazem parte do dia a dia das pessoas, o que também reduziu a transmissão de outros vírus. 

ISOLAMENTO SOCIAL

Mesmo com o crescimento diário dos registros da circulação do coronavírus em Umuarama, em maio o índice de isolamento social na cidade chegou a 33% e no mês seguinte, segundo o prefeito Celso Pozzobom, caiu ainda mais, para 15%. Na época o médico infectologista, Ricardo Perci, explicou que se cada pessoa infectada contaminar cinco, seis ou até 10 familiares ou pessoas próximas, o cenário de relativa tranquilidade na cidade mudaria e mudou.

Tanto que o governador Ratinho Junior precisou ampliar o número de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermarias destinadas ao Covid-19

PRIMEIRA MORTE

No dia 29 de abril a Secretaria Municipal de Saúde informou que uma mulher de 61 anos faleceu de Covid-19, doença transmitida pelo coronavírus. A vítima teria passado cerca de 30 dias em São Paulo, cuidando da mãe, e apresentou sintomas da Covid-19 no dia 14. De lá para cá mais nove pessoas morrem em Umuarama.

REABERTURA E ESPERANÇA

Com mais 1.200 pessoas em isolamento domiciliar entre suspeitos e confirmados com Covid-19 em Umuarama, hoje alguns setores do comércio e esportes começaram a ser liberados para funcionamentos, seguindo as regras de prevenção ao coronavírus estipulados pela Organização Mundial de Saúde. Entretanto, o anseio da comunidade mundial é para o início da vacinação contra o vírus ou o surgimento de um remédio para a doença.