EX-PROFESSOR E EX-PADRE

O ex-professor da rede estadual de ensino de Umuarama, Carlos Fermino de Paulo, natural de Mariluz, que também atuou como padre, foi condenado a 24 anos de prisão por crimes de assédio sexual e outros abusos cometidos contra alunas do Colégio Estadual Hilda Trautwein Kamal. Embora o julgamento tenha ocorrido em 5 de novembro de 2025, a sentença que confirmou a condenação foi divulgada recentemente pela Justiça.
A decisão determina o cumprimento da pena em regime fechado. No entanto, ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
O julgamento foi conduzido pelo juiz de Direito Adriano Cezar Moreira, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama. Carlos Fermino de Paulo acompanhou a sessão por videoconferência, uma vez que se encontra preso no Estado de São Paulo.
O caso ganhou repercussão nacional devido à gravidade das acusações e ao fato de o réu ter exercido funções de confiança, tanto no ambiente religioso quanto no meio educacional.
As denúncias vieram a público em agosto de 2024, quando a mãe de uma adolescente de 14 anos denunciou o caso através da imprensa, relatando supostos abusos sofridos pela filha e por outras alunas. Segundo os relatos, o então professor de ensino religioso teria praticado importunação sexual e, em alguns casos, atentado violento ao pudor contra várias estudantes.
A família também registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Umuarama, que acionou a Delegacia da Mulher para apurar os fatos. Durante as investigações, outras alunas relataram ter sido vítimas, mas afirmaram que não denunciaram anteriormente por medo e receio de retaliações.
O Núcleo Regional de Educação confirmou o afastamento imediato do professor e informou que medidas administrativas foram adotadas para garantir a segurança dos alunos.
Com base nas apurações, a 1ª Vara Criminal expediu mandado de prisão contra Carlos no dia 27 de novembro de 2024. No entanto, em 4 de dezembro, a Polícia Civil informou que ele não havia sido localizado, passando a ser considerado foragido.
As autoridades confirmaram que ele era investigado por crimes contra cinco alunas, com idades entre 11 e 14 anos.
O ex-professor foi preso em 15 de abril de 2025, na cidade de Salto (SP), durante uma fiscalização de trânsito realizada pela Guarda Municipal. Após a verificação dos documentos, foi constatado o mandado de prisão em aberto, e ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia local.
Desde então, Carlos Fermino de Paulo permanece custodiado no sistema prisional paulista, sem informações oficiais sobre eventual transferência para o Paraná.
A condenação reforça a atuação da Justiça e das forças de segurança na proteção de crianças e adolescentes, especialmente em casos de violência sexual no ambiente escolar. As autoridades destacam a importância da denúncia imediata para garantir a investigação, a responsabilização dos envolvidos e a proteção das vítimas.