Umuarama

Novo mundo

Produtor da região está próximo de receber selo de produção orgânica

08/01/2019 09H31

No último ano as discussões a respeitos do uso de agrotóxicos no Brasil e do sistema de produção sem agrotóxicos e aditivos químicos se acaloraram. Embates a parte, a agroecologia vem proporcionando renda e saúde, como na família do agricultor Devanir Favoreto, que recebeu a visita dos agrônomos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ligados ao programa Paraná Mais Orgânico do governo estadual.

Morador de Xambrê, o agricultor Devanir Favoreto e sua esposa Elza Aparecida Favoreto tiram o sustento da família de uma horta agroecológica há quatro anos. Os produtores deixaram seus empregos na cidade em busca de qualidade de vida e também promover uma mudança no conceito alimentar dos possíveis clientes. “Nossa meta era trabalhar em algo nosso e minha esposa teve a ideia da horta sem agrotóxicos, após muitas pesquisas. Hoje procuramos assistência para aprimorar cada vez mais nossa produção”, informou.

Em meados de dezembro de 2018, os agricultores receberam a visita do agrônomo Wellington Fernandes da UEM e que atua no programa Paraná Mais Orgânico. O encontro foi uma prévia para a família Favoreto receber o certificado de produção orgânica, ou seja, hortaliças e legumes sem agrotóxico e adição de adubos químicos. “Devanir vem seguindo todos os requisitos para receber o certificado e agora vamos encaminhar a documentação para o Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR), o qual mandará um auditor para fiscalizar a propriedade”, ressaltou Fernandes.

A um passo de receber o selo de produção orgânica, Devanir lembra do caminho que traçou até agora. “Foram cerca de dois anos seguindo os requisitos para isso. Não foi fácil, mas também não é algo impossível. Queremos produzir vida e levar um produto saudável para nossos clientes”, enfatizou.

O agrônomo Júlio Augusto da Incubadora Tecnológica da UEM de Umuarama, que também faz parte da equipe que orienta os produtores, informou que mais produtores de Serra dos Dourados e também de Xambrê estão no mesmo processo da família Favoreto. “Devanir está mais avançado, mas temos mais produtores buscando a certificação de orgânico do programa Paraná Mais Orgânico”, disse.

PARA PARTICIPAR

O coordenador do projeto, financiado pelo CNPq, com o objetivo de proporcionar a inclusão social, promoção de alimentos saudáveis e agroecológicos, Max Emerson Rickli, ressalta que o produtor interessado em passar pela transição para agroecologia pode procurar a incubadora no Campus Fazenda da UEM em Umuarama. “Fazemos essa ponte com o programa, que é realizado na UEM de Maringá. O agrônomo Júlio orienta os agricultores da região e também leva os cursos em auxílio aos profissionais de Maringá. É um trabalho em parcerias”, contou.

O PROGRAMA

Iniciado em 2009, o Paraná Mais Orgânico é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), o Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR), as instituições estaduais de ensino superior e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA). O programa atua na certificação de produtos orgânicos no Paraná, contando com mais de 500 certificações já realizadas. Os objetivos são: Contribuir para a consolidação do estado como o de maior número de produtores orgânicos do país; Ofertar serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) que estimulem a adoção de inovações tecnológicas baseadas na agricultura orgânica; Apoiar a organização dos agricultores familiares nos processos de comercialização da produção orgânica.