APREENSÃO

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na tarde desta quarta-feira (17), a maior apreensão de fuzis da história da corporação durante uma operação na BR-277, em Santa Terezinha de Itaipu, próximo à fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Ao todo, os agentes encontraram 26 fuzis, 16 pistolas, milhares de munições e centenas de carregadores escondidos em um caminhão.
A abordagem ocorreu por volta do meio-dia, quando policiais rodoviários federais fiscalizaram um caminhão carregado com insumos para ração animal. O veículo havia saído da Argentina e tinha como destino o estado de Minas Gerais.
Segundo a PRF, o motorista, de 28 anos, demonstrou nervosismo excessivo durante a fiscalização, o que levou os agentes a realizarem uma vistoria mais detalhada. Durante a inspeção, o próprio condutor admitiu que transportava armamentos de forma ilegal.
As equipes localizaram uma grande quantidade de armas, munições e peças ocultadas dentro da cabine do caminhão. Após a retirada do material e a montagem dos armamentos, foram contabilizados 26 fuzis — sendo 22 de calibre 5,56 mm e quatro de calibre 7,65 mm — além de 16 pistolas, das quais 14 eram calibre 9 mm e duas calibre .40.
Também foram apreendidas 898 munições de calibre 7,62 mm, 4.150 munições de calibre 9 mm e 127 carregadores.
Entre os armamentos encontrados, destacam-se duas unidades do fuzil AK-47, uma das armas mais conhecidas e utilizadas em conflitos armados ao redor do mundo. De acordo com especialistas em segurança, o modelo é amplamente empregado por grupos paramilitares, guerrilhas e organizações criminosas devido à sua robustez, confiabilidade e baixo custo de manutenção.
Até então, a maior apreensão de fuzis realizada pela PRF havia ocorrido em agosto de 2020, no estado do Rio de Janeiro. Com a ocorrência registrada nesta quarta-feira, o novo recorde passa a pertencer à operação realizada no oeste paranaense.
O motorista foi preso em flagrante e encaminhado à unidade da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde responderá pelo crime de tráfico internacional de armas de fogo. A pena para esse delito pode chegar a 16 anos de reclusão.
A apreensão integra as ações do programa Brasil Contra o Crime Organizado, estratégia coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para enfraquecer financeiramente e operacionalmente facções criminosas, intensificando o controle de fronteiras e combatendo a logística utilizada por organizações envolvidas em atividades ilícitas.