POLÍTICA

Na política municipal, discursos bem elaborados costumam ganhar destaque. Mas o que realmente sustenta uma gestão são números concretos, obras iniciadas e políticas públicas que saem do papel. É nesse campo que o prefeito Pedro Minoru Inoue vem construindo sua principal marca administrativa.
A recente aprovação do maior crédito já apreciado pela Câmara Municipal de Cafezal do Sul simboliza esse momento. Quase R$ 20 milhões incluídos no orçamento municipal em uma única votação representam um marco inédito para Cafezal do Sul.
Em pouco mais de um ano, a gestão já garantiu mais de R$ 70 milhões em novos investimentos, sem exigir contrapartida do município. A estimativa é ultrapassar R$ 100 milhões ainda neste ano.
Em efeito de comparação, nas duas gestões anteriores em que Minoru atuou como vice-prefeito — ao longo de oito anos — foram conquistados cerca de R$ 130 milhões em investimentos. Ou seja, em um intervalo muito menor, o atual governo já se aproxima de um volume que anteriormente levou dois mandatos completos para ser alcançado. Isso revela uma aceleração clara na capacidade de articulação e captação de recursos.
Outro dado relevante reforça essa leitura: o município encerrou o ano de 2025 com superávit nas contas públicas. Em um cenário nacional marcado por dificuldades fiscais, fechar o exercício no azul demonstra equilíbrio financeiro e responsabilidade administrativa — condição essencial para sustentar novos investimentos sem comprometer a saúde das finanças municipais.
Mas o diferencial não está apenas na captação e nos números fiscais. Está na amplitude das ações.
Entre as obras previstas estão pavimentações rurais estratégicas, construção de casas populares, centro cultural, pavimentação urbana, construção de ponte, aquisição de novos veículos, construção de nova creche, implantação de novo CRAS e construção de novas salas de aula. Soma-se a isso a realização de oficinas e projetos sociais, além da readequação e melhoria contínua das estradas rurais.
Ao mesmo tempo, a gestão mantém e aprimora aquilo que já é identidade do município. A tradicional cavalgada segue fortalecida. O padrão de qualidade da saúde municipal, reconhecido regionalmente, é preservado e ampliado. Ou seja, não se trata apenas de criar o novo, mas de elevar o que já funciona.
Há, porém, um movimento ainda mais sensível em andamento: a readequação de cargos e salários do funcionalismo — um tema que há mais de 12 anos não era enfrentado de forma estruturada. Assunto espinhoso, que exige responsabilidade fiscal, equilíbrio financeiro e coragem política.
O estudo técnico já está em fase final e, em breve, o projeto deverá ser encaminhado para votação na Câmara. A proposta busca corrigir distorções históricas, especialmente nas categorias que hoje recebem os menores vencimentos, como polivalentes, motoristas e outros servidores da base da estrutura municipal.
Mexer em cargos e salários não costuma render aplausos imediatos. Gera debates, expectativas e resistência. Mas é justamente nesse tipo de decisão que se mede a diferença entre gestão e politicagem. Ao enfrentar um tema complexo, a administração sinaliza que prefere organizar a máquina pública com justiça e critério técnico, em vez de adiar problemas por conveniência política.
Outro aspecto relevante foi a decisão de encaminhar projetos importantes ao Legislativo mesmo quando havia instrumentos que poderiam dispensar votação. O gesto reforça institucionalidade e compartilha responsabilidades. A aprovação unânime do maior crédito da história demonstra maturidade política e alinhamento em torno do desenvolvimento local.
Se o ritmo for mantido, a gestão consolidará este período como um dos mais transformadores da história de Cafezal do Sul — não apenas pelo volume recorde de recursos e pelo equilíbrio das contas públicas, mas pela disposição de enfrentar temas estruturais, valorizar servidores que historicamente ficaram à margem e provar que administração pública se faz com resultado concreto e decisões corajosas, não apenas com discurso “bonito”.