Cotidiano

NA JUSTIÇA

Policiais militares vão a júri popular pela morte de Julinho Kloster

20/05/2020 07H40

Julinho Kloster morreu durante operação policial em julho de 2015 (arquivo pessoal)

Umuarama – Seis policiais militares acusados de envolvimento na morte do autônomo Julinho Kloster devem ir a júri popular. A decisão de pronúncia do juiz da 1ª Vara Criminal de Umuarama, Adriano Cezar Moreira foi publicada na noite desta segunda-feira (18). Por enquanto não há previsão de quando o julgamento deve acontecer.

DEFESA

O advogado dos acusados, Fabrício Dias Vital afirmou que a decisão já era esperada e que será interposto recurso. “Essa decisão é apenas mais uma etapa do processo, que é longo. Não é uma sentença e não condena ninguém. Como é um caso envolvendo morte, o julgamento é feito pelo tribunal e não pelo juiz”, afirmou Vital.

ACUSAÇÕES

Segundo a decisão os policiais devem responder pelos crimes de homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por fraude processual qualificada.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Kloster não teria oferecido resistência a ação policial, que cumpria mandado de busca e apreensão e de prisão pelos crimes de associação criminosa e furto qualificado.

Ainda segundo a denúncia do MP, os policiais teriam alterado a cena do crime.

A versão é contestada pela defesa, que alega que os policiais agiram em legítima defesa e no estrito cumprimento do dever legal ao serem recebidos a tiros por Kloster.

A MORTE

O incidente envolvendo os policiais e Julinho Kloster ocorreu por volta das 6 horas do dia 27 de julho de 2015, na casa de Kloster, no Jardim Modelo, em Umuarama, durante o cumprimento de mandados dentro de uma megaoperação montada pela Polícia Civil de Cianorte, que investigava furtos e arrombamentos em caixas eletrônicos.

Na decisão de pronúncia consta que um dos policiais assumiu a autoria dos disparos e os outros cinco são acusados de não terem impedido a morte. “Aos coacusados a atribuição é no sentido de que se omitiram, deixando de ao menos tentar impedir a morte da vítima”, consta na sentença de pronúncia.