OPERAÇÃO ALIANÇA

Os cinco policiais militares presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (25) na Operação Aliança são suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada no contrabando de aparelhos celulares com origem do Paraguai. As ordens de prisões foram da Vara da Corregedoria da Polícia Militar Estadual.
Entre os detidos, há três militares da ativa, sendo dois integrantes do 25º BPM, um lotado na sede em Umuarama e outro no Destacamento de Icaraíma. O quinto detido integra da 4ª Companhia do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron). Todos serão encaminhados para presídio na Região Metropolitana de Curitiba.

Os outros dois presos são aposentados. Um deles ocupava cargo comissionado na Secretaria de Trânsito e Mobilidade Urbana (SESTRAM) de Umuarama. No local também foram cumpridos mandados de buscas.
A Prefeitura de Umuarama emitiu uma nota afirmando que “A administração municipal ressalta que o município não faz parte das investigações. As diligências pontuais realizadas nas dependências da Defesa Civil do município e tiveram como único objetivo a busca por documentos pessoais de um dos alvos da operação que atua na Defesa Civil, a fim de auxiliar as investigações”, segue íntegra abaixo.
Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Núcleo Regional de Umuarama, o coordenador Guilherme Franchi e Caio Di Rienzo, as investigações iniciais foram trazidas pela Polícia Federal.

A investigação demonstrou que os policiais militares integravam uma organização criminosa voltada à prática reiterada dos delitos de contrabando e descaminho em larga escala envolvendo a internalização irregular de aparelhos celulares (smartphones) e cigarros eletrônicos. Os policiais atuariam fornecendo suporte ao transporte e à internalização das mercadorias ilícitas e, em alguns casos, participando diretamente das ações criminosas.
O valor movimentado até o momento não foi divulgado. Os promotores também não confirmaram a participação de outras pessoas no esquema criminoso.
Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de busca pessoal e três mandados de afastamento das funções, entre outras medidas, em Umuarama, Iporã e Icaraíma. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual.
Segundo o comandante interino do 3º Comando Regional que abarca Umuarama e todo o Noroeste, tenente-coronel Cláudio Longo, além das investigações criminais, também esta em andamento apurações administrativas para definir que os policiais vão continuar ou não integrando a Polícia Militar do Estado do Paraná. Ele ressaltou que a atuação dos militares prejudicava e colocava em risco outros colegas de trabalho, principalmente por compartilharem informações sensíveis de operações policiais.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos armários e alojamentos dos investigados na 4ª Companhia do Batalhão de Polícia de Fronteira, no 25º Batalhão de Polícia Militar de Umuarama e no Destacamento da Polícia Militar de Icaraíma. Além disso, foram executadas buscas em um restaurante pertencente a um dos investigados e na sala de outro investigado na Secretaria de Trânsito de Umuarama, onde ele, que é policial militar da reserva, exerce cargo comissionado.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante pelo crime de obstrução de justiça. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e anotações que serão periciados para a continuidade das investigações. Também foram apreendidos o fardamento, o armamento oficial e particular e todos os demais equipamentos operacionais disponibilizados pela Polícia Militar aos investigados.

A Prefeitura de Umuarama informa que tomou conhecimento da deflagração da Operação Aliança, coordenada pelo Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Polícia Federal, da Corregedoria da Polícia Militar e do 25º Batalhão da PM.
A administração municipal ressalta que o município não faz parte das investigações.
As diligências pontuais realizadas nas dependências da Defesa Civil do município e tiveram como único objetivo a busca por documentos pessoais de um dos alvos da operação que atua na Defesa Civil, a fim de auxiliar as investigações.
Reiteramos que, como o processo segue em rigoroso sigilo, o município não detém outras informações sobre o caso no momento. A Prefeitura continuará acompanhando os desdobramentos e tomará todas as medidas administrativas e legais cabíveis.
Secretaria de Comunicação Social
Prefeitura de Umuarama