PRISÃO

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) confirmou, por meio de nota oficial divulgada na tarde desta terça-feira (23), que um policial militar foi preso preventivamente durante o cumprimento de mandados da Operação Aliança II, deflagrada pela Polícia Federal em Umuarama e outras cidades dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Segundo a corporação, a ação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da PMPR (COGER) e integra uma investigação que apura a possível prática de associação criminosa por parte de agentes públicos.
“Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, bem como um mandado de prisão preventiva em desfavor de um policial militar, que permanece custodiado e afastado de suas atividades”, informou a instituição.
Na nota, a Polícia Militar ressaltou que não compactua com desvios de conduta e reafirmou o compromisso com a legalidade, a ética e a transparência.
“A PMPR reafirma seu compromisso permanente com a legalidade, a moralidade, a ética e a transparência, destacando que não compactua com qualquer conduta que contrarie os preceitos legais e os valores institucionais”, destacou o comunicado.
A Operação Aliança II é um desdobramento da primeira fase da investigação, realizada no início deste ano, quando cinco policiais militares foram presos sob suspeita de envolvimento em um esquema de contrabando na região Noroeste do Paraná.
Entre os militares detidos naquela ocasião estavam policiais lotados no 25º Batalhão da Polícia Militar, em Umuarama e Icaraíma, além de um integrante do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron). Os investigados foram encaminhados para unidades prisionais da Região Metropolitana de Curitiba, onde permanecem à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Federal, a segunda fase da operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada pelos crimes de contrabando, descaminho e lavagem de capitais.
Nesta etapa, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens autorizadas pela Justiça Federal de Guaíra.
As investigações apontam que o grupo atuava na entrada irregular de mercadorias pela fronteira brasileira, contando, em tese, com o auxílio de agentes públicos e uma estrutura formada por freteiros e motoristas responsáveis pelo transporte das cargas ilícitas.
Durante as diligências, também foram registrados flagrantes relacionados aos crimes de contrabando, descaminho e posse ilegal de arma de fogo nas cidades de Umuarama e São Paulo.
Além da coleta de provas, as medidas judiciais buscam recuperar valores supostamente obtidos por meio das atividades criminosas e garantir eventual reparação dos prejuízos causados.
A operação foi realizada pela Polícia Federal com apoio da Receita Federal e da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.