Umuarama

Conscientização

Pessoas com deficiência ainda sofrem com acessibilidade e mercado de trabalho

04/12/2018 08H41

Mesmo com o desenvolvimento da cidade e anos de luta, os deficientes físicos ainda sofrem para se locomover em Umuarama. A arquitetura antiquada e mesmo os novos bairros não oferecem acessibilidade, como também existem as reclamações de acesso ao mercado de trabalho. Tais questões foram abordadas ontem em uma ação realizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD).

Durante toda manhã de ontem, o CMDPD junto com a Apadevi Umuarama, Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Umuarama e Região (AMA), APAE e Assumu realizaram uma mobilização do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Nas ações a população foi convidada para uma vivência do cotidiano de uma pessoa cadeirante ou com deficiência visual, desta forma, entender suas barreiras diárias.

Desafios e Obstáculos – O professor Maurício Negrisoli, deficiente visual, explica que a sociedade precisa é ter respeito com a pessoa com deficiência. “Se existisse o respeito não teríamos as barreiras arquitetônicas, a organização do trânsito também seria outra e não sofreríamos na hora da seleção para uma vaga de emprego”, explicou.

“Hoje mesmo acompanhado de um guia, é muito difícil andar por Umuarama. As calçadas são irregulares e muitas vezes cheias de buracos, tem carro parado em calçada, como motos e cadeiras. Atravessar na faixa é quase uma aventura. Existem muitas leis já, o que precisamos é de conscientização, pois fazemos esse trabalho há anos e pouco mudou”, alertou Negrisoli.

De acordo com o artigo 5º, inciso XV da Constituição Federal, é direito de todos os cidadãos ir e vir, mas esse direito é restringido quando se trata de uma pessoa com deficiência.

Acessibilidade

Um passeio na praça ou uma ida até a loja é em um desafio, conforme ressaltou Renato de Lima Cardoso. O umuaramense perdeu a visão há dois anos e vem aprendendo a se locomover usando os demais sentidos.

“Na parte da cidade existem muitas dificuldade e falta pensar nas pessoas com deficiência. Por exemplo, falta o piso tátil, que seria a forma mais fácil da gente conseguir entender por onde passar”, explicou.

De acordo com a presidente do conselho municipal dos direitos das pessoas com deficiência, Elidiamara Simões Nunes, hoje as principais lutas são o direito à acessibilidade e a inserção no mercado de trabalho.

“As ações realizadas hoje (ontem) tentaram mostrar para as pessoas as barreiras das pessoas com deficiência. Desta forma buscar gerar a empatia, da pessoa se colocar no lugar do outro. Assim, levar a conscientização de pensar a sociedade sem excluir a pessoa com deficiência”, disse.