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Pedido de cassação do prefeito de Iporã é apresentado na Câmara de Vereadores

04/12/2019 16H01

Cassação prefeito Robertinho Iporã protesto na Câmara
Vereadores de Iporã e população no plenário da Câmara

Dezenas de moradores de Iporã lotaram o plenário da Câmara de Vereadores para acompanhar a sessão ordinária da segunda-feira passada. E todos estavam atentos ao pedido de cassação do mandato do prefeito afastado Roberto da Silva, o Robertinho, apresentado pelos moradores Ildevan Antônio Gonçalves Benazzi e Moacir Colla Schmitt Júnior. Foi a segunda tentativa de emplacar o pedido, mas as duas foram rejeitadas pelo Legislativo, onde a ampla maioria é aliada de Robertinho. Ele é acusado pelo Ministério Público e formar uma “organização criminosa dentro da Prefeitura” e está afastado há mais de 60 dias sem conseguir sucesso nas tentativas que já fez na justiça para tentar retornar ao cargo, atualmente ocupado pelo vice-prefeito Aristides Campos.

Além do afastamento de Robertinho, o Gaeco afastou e prendeu assessores diretos do prefeito em operação especial no dia 2 de outubro passado. Ao todo, foram mais de 40 mandados judiciais contra o prefeito e pessoas ligadas a ele. Segundo a decisão judicial, “as investigações em curso demonstram a existência, em tese, de uma organização criminosa, devidamente articulada e com funções bem definidas, destinada a praticar inúmeros e variados crimes contra a Administração Pública por meio, por exemplo, de utilização de laranjas em sociedades empresárias existentes e/ou constituídas para fins de fraudar licitações e obter lucro à custa do erário, além da prática de falsidade ideológica, corrupção passiva, peculato, assim como concessões de diversos benefícios ilegais e indevidos a particulares e gestão totalmente fraudulenta e irresponsável do orçamento público”, consta.

Baseados ao grande e consistente número de processos contra o prefeito Robertinho, Ildevan e Moacir Colla tentam fazer com que os vereadores admitam a possibilidade de levar às comissões e ao plenário o pedido de cassação do mandato do prefeito, para que o município não seja prejudicado. Ildevan e Moacir reafirmam que as provas existentes até agora são o suficiente para embasar o processo de cassação.

A primeira apresentação do pedido foi no dia 26 passado, mas a Câmara Municipal alegou que faltavam documentos dos interessados. Eles reuniram os documentos e reapresentaram o pedido, mas houve pedido de vista pelo Departamento Jurídico e o pedido foi para análise.

No plenário e do lado de fora, o público se dividiu entre apoiadores e contrários ao prefeito Roberto e seus aliados. A expectativa agora é saber quando o pedido de cassação será admitido no Legislativo, se é que será admitido um dia.

O prefeito afastado não tem falado com a imprensa, mas por meio da sua defesa nega todas as acusações feitas pelo Ministério Público. Ele está recorrendo às instâncias superiores para tentar reaver o cargo de prefeito.