O QUE FAZER?

Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) apontam que quase 300 ataques de cachorros já foram registrados em todo o Paraná em 2025. Em Umuarama pelo menos três casos vieram a público. Já a microrregião, conforme pesquisas realizadas pela reportagem do Ilustrado, apresentou ao menos sete casos – vale ressaltar que muitos ataques acabam não sendo divulgados e ainda de acordo com os bombeiros a maioria das ocorrências acontece dentro de casa.
Em fevereiro um idoso de 72 anos foi atacado por um cão de grande porte em uma estrada rural do distrito de Serra dos Dourados, enquanto trafegava de moto. Ele teve ferimentos nas mãos, braços e tornozelo.
Já em maio, um trabalhador de 41 anos sofreu ferimentos no braço e na boca após ser mordido por um cão da raça pitbull no Parque Industrial II. Ainda em maio, uma menina de 10 anos também foi atacada no mesmo bairro.
No mês de junho mais um ataque envolvendo pitbull, dessa vez contra uma cachorrinha com oito anos de idade, porte pequeno. A tutora contou que estava na calçada de casa ao lado de Rebecca (cachorrinha), quando a cadela da vizinha escapou e armou o ataque, resultando na morte da menor.
A região também registrou vários casos, dois deles gravíssimos, onde um bebê de um ano ficou gravemente ferido (maio) e uma mulher morreu após o ataque (fevereiro). Ambos os casos aconteceram em Paiçandu.
Últimos registros
Nesta semana o CBMPR atendeu a um chamado de ataque de cachorro a uma criança de 3 anos de idade em Piraquara, no quintal de casa. Tanto a criança quanto a babá que tentou parar o ataque ficaram machucadas. A menina teve ferimentos graves na cabeça e no rosto.
Em Curitiba um cão atacou uma mulher que precisou de atendimento do Siate. O animal, com idade de 16 anos, é da família desde filhote. Segundo o CBMPR, a vítima teve ferimentos em um dos braços.
A recomendação inicial do CBMPR ao se avistar um cachorro potencialmente agressivo em ambiente público ou privado é evitar o contato, manter distância e ligar para alguma autoridade, como a prefeitura do município ou os números de emergência.
Dicas
Ao presenciar um ataque a uma pessoa ou a outro animal, a orientação é tomar cuidado para não ser atacado também. “Pode-se jogar água com um balde ou mangueira para assustar o animal. Mesmo um extintor de incêndio pode ser usado”, explica a capitã Luisiana Guimarães Cavalca.
Segundo ela, um cabo de vassoura pode ser colocado entre os molares do cachorro, em casos extremos, para ele soltar a vítima. Bater no animal ou puxá-lo não resolve e pode inclusive piorar a lesão de quem está sendo atacado. Também é importante estar atento a postura dos cães, com rosnados, olhares fixos e a cabeça baixa em relação ao corpo, podem significar que ele está alerta e pronto para atacar.
ATAQUES NAS RUAS – Ataques de cães nas ruas podem gerar problemas com a Justiça. De acordo com o delegado-chefe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Guilherme Dias, os tutores de cães que cometam ataques a pessoas ou animais em vias públicas estão sujeitos à responsabilização por omissão de cautela. “Ou até mesmo por lesão corporal na posição de garantidor”, explica.
Segundo a Lei das Contravenções Penais, a omissão de cautela pode dar prisão de 10 dias a 2 meses ou multa. Já a pena por lesão corporal é de 3 meses a um ano. A orientação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) é de sempre registrar boletins de ocorrência sobre ataques de cães que tenham donos, que podem ser feitos presencialmente nas delegacias ou on-line pelo link https://www.policiacivil.pr.gov.br/BO.