Umuarama

CRISE E NEGÓCIOS

Pandemia provoca e Di Magda se reinventa com macarrão colorido

24/10/2021 07H30

Jornal Ilustrado

O que antes era ‘quase um hobby’ acabou se tornando uma fonte de renda para salvar a família Pellarigo-Sgobi da crise que se instaurou com a pandemia de covid. Donos de duas pequenas empresas, Magda e José Emílio se viram em apuros quando tiveram que parar tudo: ele, a cantina na Unipar; ela, a livraria Raio de Luz [loja de artigos religiosos].

A saída foi apostar na produção de macarrão e, assim, alavancar a marca Di Magda, que até então atendia somente encomendas, e levá-la para o público das feiras de hortifrúti de Umuarama. Às terças, quartas, sextas e domingos José Emílio está lá, no seu ponto, oferecendo o produto artesanal, com este e outro diferencial: a cor.

O macarrão da Di Magna chama a atenção pelo colorido – roxo, amarelo e verde – obtido de pigmentos de beterraba, cenoura e espinafre; com estes, são vendidos também o espaguete tradicional e integral. “Todos levam ingredientes naturais”, enfatiza José Emílio, que diz estar satisfeito com as vendas. “As pessoas reconhecem e valorizam um alimento como este, feito com muito capricho”.

Jornal Ilustrado

Magda, a idealizadora da grife, conta que a inspiração para empreender no ramo de massas artesanais veio de uma festa de Natal, quando resolveu presentear com macarrão. Encheu e decorou caixas e caixas e entregou aos parentes e amigos. Criou até um slogan: “Eu dizia: ‘não gosto de panetoni, então resolvi fazer macarroni’, e acabei agradando, recebendo muitos elogios”.

O COMEÇO

O primeiro investimento foi a compra de uma máquina extrusora de massas, em 2019. À época o casal tinha a intenção de produzir para a cantina – incrementar o cardápio – e atender por encomenda. Mas no começo de 2020 veio a pandemia e tiveram que fechar as portas, como quase todos os estabelecimentos empresariais no Brasil.

“A livraria também foi afetada diretamente, pois as vendas dependem das atividades promovidas pela Igreja, como acampamentos, catequese, retiros, festas de casamentos, batizados, enfim tudo o que envolve aglomeração; a queda foi brusca”, lamenta Magda.

Mas garante que conseguiram dar a volta por cima e a expectativa do casal é a melhor possível. “Esta nova etapa de nossas vidas foi uma grandiosa providência Divina”, exclama Magda, informando que o número de clientes de encomendas de final de semana tem aumentado, assim como as parcerias com lojas revendedoras [atualmente, as massas Di Magna podem ser encontradas na Casa Toesca e na Rastro Boutique de Carnes].

Produtos

Além dos tipos de macarrão vendidos na feira [massa seca], Di Magda também produz massa fresca. No portifólio estão talharim, tagliatelle, penne, conchiglione e lasanha.

“Nosso projeto está sendo promissor: todo dia é dia de literalmente pôr a mão na massa”, conta a empresária, que deu os primeiros passos nesse ramo no restaurante Kaskata [da família Pellarigo]. Hoje, com receitas diversificadas e aprimoradas, ela conta com ajuda do marido e dos filhos, Felipe e Pedro.

A inspiração

Um cartão com texto afetuoso acompanhou o presente que Magda distribuiu naquele Natal: as caixas cheias de macarrão. Com título ‘Macarrão da família’, escreveu: “Ingredientes: 1 kg de amor, 300 g de paz, 500 g de felicidade, 250 g de carinho e gratidão até dar o ponto. Modo de preparar: junte toda a família e deguste este belo momento”.

“Todos ficaram maravilhados com o presente e elogiaram minha criatividade”, conta Magda. “Depois que experimentaram, começaram a me dar sugestão para eu fazer para vender, porque queriam mais; de pronto não acatei, mas também não descartei a possibilidade”.

Anos depois aconteceu. “Demos o start no ano passado cheios de confiança e focados no compromisso de atender bem nossa clientela, com produto de agradável sabor e textura e aparência autênticas”, comemora a empresária.