Vida e Cultura

Leitura

“Os Herdeiros” é o segundo romance do vencedor do Prêmio Nobel William Golding.

22/05/2020 08H47

Os Herdeiros

Escrito logo depois de “Senhor das Moscas”, é, nas palavras do próprio autor, o seu livro preferido. Nele, Golding faz o leitor abandonar as suas certezas para mergulhar em um mundo esquecido, nas próprias origens da humanidade, e se deparar com um povo novo, recriado com maestria por uma linguagem original e poética, em que os sons, os cheiros e as imagens ganham uma nova dimensão descritiva. No livro, o autor retrocede até as origens da humanidade para falar da perda da inocência e do mal essencial que se esconde nos recantos mais remotos da alma. Assim como “Senhor das Moscas”, “Os Herdeiros” trata do choque entre a pureza e a selvageria, tendo como cenário uma floresta aparentemente paradisíaca. Mas, em vez de entrar na pele de crianças perdidas numa ilha, Golding dá voz ao homem de Neandertal, com sua cultura primitiva, seu sistema de comunicação e seus medos, e o inevitável conflito que se dará quando ele, por acidente, se deparar com a espécie muito mais avançada — e violenta — do Homo sapiens. Aos poucos, o leitor enxerga o mundo mágico e misterioso através dos olhos de Lok, um dos remanescentes de um grupo de Neandertais que, com o fim do inverno, migra de uma região costeira para terrenos mais altos no meio da floresta. Mas a realidade de Lok está mudando. Mal, o patriarca, não tem mais a mesma força nem a mesma visão. E o terreno, que eles sempre conheceram tão bem, será radicalmente alterado pela presença dos novos visitantes, que se insinuam muito lentamente, fazendo crescer a curiosidade e o temor de Lok — e, em consequência, do leitor também. Com 216 páginas, o livro é da Editora Alfaguara.

Três Vezes ao Amanhecer

Um homem solitário conversa com uma mulher embriagada no saguão de um hotel; um porteiro idoso tenta convencer uma adolescente temperamental a abandonar seu namorado violento; uma policial de meia-idade decide levar um menino órfão à casa do homem que ama e que não vê há anos.  Em “Três Vezes ao Amanhecer”, Alessandro Baricco entrelaça com maestria as histórias de personagens que, à luz da alvorada, se deparam com a possibilidade de reconstruírem suas vidas. São relatos ágeis e envolventes sobre nossa busca constante por mudança, e sobre como as pessoas que encontramos podem iluminar nosso caminho em momentos decisivos. “Três Vezes ao Amanhecer” surgiu como um livro imaginário, mencionado no último romance escrito por Alessandro Baricco, “Mr. Gwyn”. Concluído o romance, o autor decidiu dar vida a estas histórias inusitadas, em que os caminhos dos personagens se cruzam em três momentos diferentes de suas vidas. Cada encontro é surpreendente e ocorre sob a luz ambígua do amanhecer; uma luz que revela a fragilidade dos personagens e, ao mesmo tempo, os convida a recomeçar do zero, a traçar o próprio destino. Com 112 páginas, o livro é da Editora Alfaguara.

Psicose Ambientalista

A 5ª edição do livro “Psicose Ambientalista”, de autoria do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, acaba de ser lançada. Somada às quatro edições anteriores, perfaz um total de 30 mil exemplares. O sucesso de “Psicose Ambientalista” como verdadeiro best-seller deve ser atribuído não só à nomeada do autor, mas também ao conteúdo politicamente incorreto de seu livro, que denuncia o ecoterrorismo. “Preservar sim, mas não esquecer que o País produz alimentação farta e barata para mais de 200 milhões de brasileiros, além de 1 bilhão de pessoas mundo afora, o que nos faz, a justo título, sermos considerados celeiro do mundo”. É o que vem afirmando Dom Bertrand nos lançamentos já realizados em cerca de 100 cidades. O Príncipe é um exemplo na atualidade de como a conservação do meio ambiente é apanágio da Família Imperial brasileira, pois já nas Ordenações Manuelinas se previa o corte controlado de madeiras nobres, denominadas desde então ‘madeiras de lei’. Isso no Século XVI, quando nem se sonhava com preservação ambiental. Agindo de maneira estranha, grupos ecoterroristas manipulam a ciência a respeito do propalado “aquecimento-global”, com o objetivo de jogar a opinião pública contra o progresso e a produção de bens de consumo, que contradizem os sonhos socialo-miserabilistas da religião ecológica, igualitária e anticristã. Ao longo das páginas de “Psicose Ambientalista”, o leitor se sente aliviado e exultante, pois se depara com uma