Cotidiano

Após um ano

Orçada em R$ 123 mil, reforma na cadeia de Umuarama deve começar esta semana

30/09/2018 06H00

Um ano após ser parcialmente destruída por uma rebelião, a Cadeia Pública de Umuarama começa a ser reformada esta semana. A informação foi confirmada na sexta-feira (28) pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (SEIL). A obra orçada em R$ 123,6 mil deve ser concluída em até 180 dias após a emissão da ordem de serviço.

Segundo a assessoria de imprensa da SEIL, a reforma será realizada pela empresa Medson Eli da Silva – ME, vencedora da licitação. Entre as principais melhorias estão: a impermeabilização da laje da parte administrativa; substituição das telhas, de algumas portas de ferro e concretagem do piso. Ainda segundo o informado, as instalações do esgoto serão refeitas, assim como a parte da rede elétrica das celas.

REBELIÃO E DESTRUIÇÃO

Desde a madrugada de 28 de setembro a cadeia pública de Umuarama está com uma de suas duas alas interditada após uma rebelião dos presos. O quebra-quebra começou após populares tentarem invadir e depredarem o complexo da 7ª SDP, com a prisão do matador e estuprador confesso da pequena Tábata Fabiana Crespilho Rosa, de apenas seis anos (ver matéria página B1). Com capacidade para abrigar 64 presos, o local hoje é ocupado por mais de 260 homens amontoados em um espaço disponível para cerca de 30 pessoas.

Foto da destruição:

NOVA CADEIA

Segundo o delegado-chefe da 7ª SDP, Osnildo Carneiro Lemes, desde a ocorrência da rebelião a luta é pela construção de uma nova cadeia. O terreno para a nova estrutura já foi colocado a disposição pelo prefeito de Umuarama, Celso Pozzobom. “Se conseguirmos que essa nova cadeia seja feita, em local em separado do complexo da 7ª SDP, termos condições de ampliar as instalações da delegacia e também o IML”, afirmou Lemes.

PARCIALMENTE INTERDITADA

Desde 2016 o local está parcialmente interditado pela Justiça, após o Ministério Público ajuizar uma Ação Civil Pública afirmando que a estrutura do prédio estava comprometida. A medida determina que presos condenados sejam remanejados para penitenciárias e os que aguardam julgamento não fiquem mais do que 180 dias. Na prática, o local é um depósito de gente.

MORTES NA CADEIA

A situação do local foi agravada nas últimas duas semanas, após a morte por enforcamento de dois presos e de outros dois terem ficado feridos em situações até o momento não esclarecidas. Uma das mortes chegou inclusive a ser denunciada à polícia de que iria acontecer, sem revelar quem seria a vítima. Os casos ainda estão sob investigação.