OPERAÇÃO TERMINUS

Um homem investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e adulteração de sinal identificador de veículo automotor foi preso preventivamente nesta quarta-feira (14), em Caarapó, no Mato Grosso do Sul, no âmbito da Operação Terminus. O mandado foi cumprido pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia de Caarapó, em parceria com a Polícia Civil do Paraná, através da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (15).
A prisão é resultado de uma investigação conduzida pelo Setor de Narcóticos da 7ª SDP, iniciada após a apreensão de 710,85 quilos de maconha, em dezembro de 2025, em Umuarama. O carregamento era transportado em uma caminhonete com sinais identificadores adulterados.
Na ocasião, o motorista desobedeceu à ordem de parada, fugiu em alta velocidade e colidiu contra postes de iluminação pública. Em seguida, abandonou o veículo e escapou por uma área de mata, portando uma arma de fogo. Os elementos reunidos durante a investigação apontam o homem preso nesta quarta-feira como o condutor da caminhonete.
O aprofundamento das diligências permitiu identificar dois suspeitos de integrar o grupo investigado, além de esclarecer aspectos da logística empregada no transporte da expressiva carga de entorpecentes. A apuração também confirmou adulterações em diferentes sinais identificadores da caminhonete, que possuía registro anterior de roubo ou furto.
O segundo investigado já se encontrava preso em decorrência de outro episódio de tráfico de drogas. Em janeiro deste ano, ele foi detido pela Polícia Rodoviária Federal em Itumbiara, em Goiás, conduzindo um caminhão que transportava aproximadamente 675,3 quilos de maconha, escondidos em um compartimento oculto no baú.
As cargas apreendidas nos dois episódios somam mais de 1,3 tonelada de maconha, evidenciando a dimensão dos carregamentos relacionados às apurações.
Segundo a Polícia Civil, a investigação conduzida pelo Setor de Narcóticos exigiu trabalho complexo e minucioso, com emprego de ferramentas especializadas de investigação e repressão qualificada. “As diligências permitiram reconstruir aspectos da dinâmica criminosa, identificar suspeitos e reunir os elementos que fundamentaram a decretação da prisão preventiva cumprida em Caarapó”, consta em nota.