COMO SE PROTEGER

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná divulgou uma cartilha de orientação para alertar a população sobre o chamado “golpe do falso advogado”, que tem feito diversas vítimas no estado nas últimas semanas. Na região de Umuarama, uma idosa chegou a perder R$ 30 mil após ser enganada por criminosos.
De acordo com a entidade, o golpe consiste em criminosos que se passam por advogados ou funcionários de escritórios de advocacia para enganar vítimas, geralmente por meio do WhatsApp. Os estelionatários utilizam fotos reais, nomes de profissionais e até dados verdadeiros de processos judiciais — muitas vezes públicos — para dar credibilidade à abordagem.
Entre as estratégias mais comuns estão mensagens informando a suposta liberação de valores judiciais ou a necessidade de pagamento para “agilizar” processos. Em alguns casos, os criminosos alegam que a vítima tem dinheiro a receber, mas condicionam a liberação ao pagamento de taxas via Pix.
Há ainda situações em que os golpistas afirmam que é necessário “regularizar o processo” ou pagar uma caução para garantir uma indenização inexistente.
A OAB-PR reforça que a Justiça não cobra valores antecipados para liberação de quantias e que advogados não solicitam pagamentos por canais informais ou inesperados.
Outro ponto de atenção é a pressão por urgência. Golpistas costumam exigir transferências imediatas para evitar que a vítima tenha tempo de verificar a veracidade das informações.
A principal orientação é sempre confirmar qualquer contato diretamente com o advogado ou escritório por meio dos canais oficiais. Também é recomendado:
Caso a pessoa seja vítima, a recomendação é interromper imediatamente o contato e reunir todas as provas, como prints de mensagens, comprovantes de pagamento e dados do golpista.
Em seguida, é fundamental registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil e informar o advogado responsável pelo processo.
Se o pagamento tiver sido feito via Pix, também é possível solicitar a devolução por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), junto ao banco, que pode bloquear ou recuperar valores em caso de fraude.
A OAB-PR também disponibiliza um canal online para denúncias, que são encaminhadas às autoridades para investigação.
A entidade reforça que a informação é a principal ferramenta de prevenção e pede que a população redobre a atenção diante de contatos suspeitos.