Aragão Filho

Eliseu Auth

O caminho

31/08/2020 20H17

O jargão é velho. Bom governante é o que cuida da próxima geração e não da próxima eleição. Tirante honrosas exceções, não é o que se vê nos homens públicos. E me refiro aos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Há uma histórica sanha de gastar dinheiro público em apetites de poder, vaidades e interesses. Ninguém está preocupado com o futuro. Sem a espera dele, como escreveu o sociólogo Luiz Roberto Liza Curi, não haverá sentido possível à vida presente nem utilidade nas experiências do passado.

Isso tudo me veio à mente porque a Câmara dos deputados aprovou a criação de mais um tribunal federal, agora só para o Estado de Minas Gerais. É tempo de vacas magras e cofres vazios, mas dane-se a nação. Tomara que o Senado derrube a insensatez. No passado, municípios e comarcas foram criados e instalados para garantir votos e poder. Há alguns dias, o Presidente sancionou o congelamento dos salários de funcionários públicos até 2021, aprovado no Congresso. Sei que todos precisam dar de si para enfrentar a crise. Só que, antes, apressou-se em editar medida provisória, concedendo aumento à polícia militar e civil do Distrito Federal, onde tem forte apelo eleitoral. Olhos, para a próxima eleição… Ou não?

Preocupa que o orçamento da República privilegia a Defesa e armas. Relega o fundamental que é a Educação para um segundo plano. Bismarck, famoso 1º ministro da Prússia disse, certa feita que, quem ganhou a guerra franco-prussiana foi o mestre escola. Ele infundira, nos jovens da Prússia, o ódio à França. Quis mostrar a força da Educação. Cícero já bradava no senado romano que não são as armas que salvam a república, mas os princípios. O maior deles é que o futuro da Nação está na educação e instrução de sua gente. Está no acesso às escolas e Universidades, à tecnologia, pesquisa e inovação. O governo deveria saber que, ao invés das armas, a Educação é o caminho.

(Eliseu Auth é promotor de justiça inativo, atualmente advogado).

O jargão é velho. Bom governante é o que cuida da próxima geração e não da próxima eleição. Tirante honrosas exceções, não é o que se vê nos homens públicos. E me refiro aos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Há uma histórica sanha de gastar dinheiro público em apetites de poder, vaidades e interesses. Ninguém está preocupado com o futuro. Sem a espera dele, como escreveu o sociólogo Luiz Roberto Liza Curi, não haverá sentido possível à vida presente nem utilidade nas experiências do passado.

Isso tudo me veio à mente porque a Câmara dos deputados aprovou a criação de mais um tribunal federal, agora só para o Estado de Minas Gerais. É tempo de vacas magras e cofres vazios, mas dane-se a nação. Tomara que o Senado derrube a insensatez. No passado, municípios e comarcas foram criados e instalados para garantir votos e poder. Há alguns dias, o Presidente sancionou o congelamento dos salários de funcionários públicos até 2021, aprovado no Congresso. Sei que todos precisam dar de si para enfrentar a crise. Só que, antes, apressou-se em editar medida provisória, concedendo aumento à polícia militar e civil do Distrito Federal, onde tem forte apelo eleitoral. Olhos, para a próxima eleição… Ou não?

Preocupa que o orçamento da República privilegia a Defesa e armas. Relega o fundamental que é a Educação para um segundo plano. Bismarck, famoso 1º ministro da Prússia disse, certa feita que, quem ganhou a guerra franco-prussiana foi o mestre escola. Ele infundira, nos jovens da Prússia, o ódio à França. Quis mostrar a força da Educação. Cícero já bradava no senado romano que não são as armas que salvam a república, mas os princípios. O maior deles é que o futuro da Nação está na educação e instrução de sua gente. Está no acesso às escolas e Universidades, à tecnologia, pesquisa e inovação. O governo deveria saber que, ao invés das armas, a Educação é o caminho.

(Eliseu Auth é promotor de justiça inativo, atualmente advogado).