OPERAÇÃO ALCOVA II

Após a repercussão da nova fase da Operação Alcova II, deflagrada nesta terça-feira (25), a Polícia Civil do Paraná, por meio da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, divulgou uma nota oficial esclarecendo sua atuação no caso que aponta um policial civil como suspeito de envolvimento com uma organização criminosa responsável pela exploração de jogos de azar no município.
Segundo a corporação, foi a própria 7ª SDP que iniciou as investigações, ainda no início de 2025, que levaram à identificação da estrutura criminosa e ao levantamento de indícios de que máquinas caça-níqueis apreendidas pela polícia teriam sido subtraídas ou adulteradas, possivelmente com participação de um servidor da instituição.
Início das investigações
A Polícia Civil destacou que as primeiras diligências resultaram na apreensão de diversas máquinas caça-níqueis e materiais que comprovavam a existência do grupo criminoso. Durante o andamento dos trabalhos, surgiu a suspeita de que parte do material apreendido havia sido desviado.
Diante disso, a 7ª SDP instaurou um inquérito policial para apurar o possível desvio. Após reunir elementos indicativos da prática criminosa, foram solicitados sete mandados de busca e apreensão, cumpridos em 6 de maio de 2025, que resultaram na coleta de novos indícios de exploração de jogos de azar e da subtração de equipamentos.
A partir desse material, a equipe identificou a necessidade de ampliar a investigação e requereu seis novos mandados de busca, desta vez para chegar aos receptadores das máquinas desviadas e tentar recuperar os equipamentos.
Com a criação e instalação do GAECO Umuarama, o caso passou a ser compartilhado com o grupo especializado, por envolver suspeitas de corrupção e desvio cometidos por servidor público. A 7ª SDP destacou que todo o trabalho investigativo inicial foi desenvolvido pela própria unidade, que também solicitou o apoio do GAECO para o cumprimento das medidas judiciais.
Alcova I e responsabilização dos envolvidos
No dia 25 de setembro de 2025, ocorreu a Operação Alcova I, desencadeada em conjunto pela Polícia Civil e pelo GAECO, que resultou na apreensão de equipamentos, celulares, na recuperação de uma máquina caça-níquel desviada e na prisão de envolvidos.
Após esta etapa, o inquérito foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao GAECO e ao Poder Judiciário. Houve oferecimento de denúncia e o processo segue em fase judicial.
A corporação ainda informou que o policial investigado segue em exercício, não havendo, até o momento, determinação judicial para seu afastamento.