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OPERAÇÃO

Mulher cadeirante é presa durante operação da PF contra esquema de contrabando em Umuarama

16/10/2025 09H32

Jornal Ilustrado - Mulher cadeirante é presa durante operação da PF contra esquema de contrabando em Umuarama

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (16), a Operação Circuito Fechado, que representa o cerco final a uma rede criminosa transnacional responsável por um esquema milionário de contrabando e descaminho de eletrônicos de alto valor vindos do Paraguai. Em Umuarama, uma mulher cadeirante foi presa durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Na residência dela, diversos produtos eletrônicos de origem estrangeira foram apreendidos, reforçando as suspeitas de que a moradora tinha papel ativo dentro da organização criminosa. 

De acordo com a Polícia Federal, a mulher, que mora na Rua Canário, no Jardim Alphaville, próximo ao Atacadão, atuava como adquirente das mercadorias ilícitas e era responsável por orientar outros integrantes da quadrilha, conhecidos como “bandeiras”, sobre rotas seguras para evitar barreiras policiais durante o transporte dos produtos contrabandeados. Ainda conforme a PF, as mercadorias apreendidas na casa da investigada foram identificadas como provenientes do Paraguai, sem o devido desembaraço aduaneiro. 

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Esquema estruturado e movimentação milionária 

As investigações tiveram início em 2024, após a apreensão de uma grande quantidade de aparelhos celulares na região de Guaíra/PR, na fronteira com o Paraguai. A partir desse ponto, a Polícia Federal passou a rastrear as transações financeiras e as comunicações entre os suspeitos, identificando uma organização criminosa estruturada, hierarquizada e altamente organizada, com ramificações em diversos estados brasileiros. 

O grupo atuava em rotas clandestinas que conectavam o Paraguai aos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, utilizando veículos registrados em nome de terceiros, empresas de fachada e contas bancárias intermediárias para mascarar a origem dos produtos e dos recursos financeiros. 

As análises financeiras apontam que o grupo movimentou, apenas em valores rastreados, cerca de R$ 32 milhões ao longo de quatro anos, o que demonstra o impacto econômico e tributário do esquema sobre o comércio formal. Segundo a PF, os criminosos realizavam viagens semanais para o transporte de centenas de aparelhos celulares, utilizando aplicativos de mensagens criptografadas e monitoramento em tempo real das ações policiais e fiscais para driblar a fiscalização. 

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Operação simultânea em cinco cidades 

Com base nas provas reunidas, a Justiça Federal de Guaíra/PR expediu 10 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão preventiva, além de determinar o sequestro de bens móveis e imóveis relacionados às atividades criminosas. 

Cerca de 50 policiais federais participaram da operação, que teve ações simultâneas nas cidades de Loanda/PR, Santa Isabel do Ivaí/PR, Umuarama/PR, Mundo Novo/MS e Assis/SP. 

  • Em Loanda/PR, foram cumpridos cinco mandados de busca e três de prisão preventiva. 
  • Em Santa Isabel do Ivaí/PR, um mandado de busca e um de prisão. 
  • Em Umuarama/PR, um mandado de busca — onde foi presa a mulher cadeirante e apreendidos diversos produtos eletrônicos. 
  • Em Mundo Novo/MS, um mandado de busca e um de prisão. 
  • Em Assis/SP, dois mandados de busca e um de prisão preventiva. 
  • Nome da operação e crimes investigados 

O nome “Circuito Fechado” faz alusão à vigilância constante mantida pelo grupo criminoso sobre suas rotas clandestinas e à ação coordenada da Polícia Federal, que desarticulou toda a estrutura ilícita. 

Os investigados responderão, de acordo com o grau de participação, pelos crimes de organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), descaminho (art. 334 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998). 

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Compromisso institucional 

Em nota oficial, a Polícia Federal reafirmou seu compromisso com o combate ao crime transnacional, à lavagem de capitais e ao descaminho, destacando que a proteção das fronteiras brasileiras é fundamental para preservar a economia formal e combater o comércio ilegal que prejudica empresas e trabalhadores honestos. 

A mulher presa em Umuarama, cujo nome não foi divulgado, permanece à disposição da Justiça Federal. Os produtos apreendidos serão encaminhados para perícia e posterior destinação legal, e a investigação segue em curso para identificar outros envolvidos e ampliar o rastreamento patrimonial da organização. 

Delegado da PF Robson Petter Gonçalves fala sobre a operação: