Saúde

O Ministério Público do Paraná requisitou ao secretário municipal de Saúde, de Umuarama, Herison Cleik da Silva Lima, e à chefe da 12ª Regional de Saúde, Viviane Herrera, diligências imediatas e em conjunto para a interdição e/ou a suspensão das atividades do Instituto Nossa Senhora Aparecida (INSA).
A determinação emitida nesta quarta-feira (18), deu prazo de 48 horas para a manifestação das autoridades.
No início da noite de ontem (19) a Secretaria de Saúde emitiu uma nota informando que já comunicou o hospital para que solucione as irregularidades apontadas o mais depressa possível. Não foi dado prazo para a Casa de Saúde sanar as irregularidades.
Ainda segundo a nota, enquanto isso, os pacientes de urgência e emergência entrarão na grade para outras instituições através da central de leitos. Os pacientes internados permanecerão na instituição dando continuidade ao tratamento pela equipe interna do hospital que continuará o atendimento para estes pacientes, com supervisão dos órgãos de fiscalização.
Um dos diretores do INSA, Marcelo Nelli, informou também na noite de ontem que parte das irregularidades apontadas já foi corrigida e que as faltantes estão em fase de execução. “Há algumas coisas que demandam obras, então demora um pouco mais, mas estamos trabalhando para resolver tudo e continuar prestando o atendimento para a comunidade”, ressaltou Nelli.
A ordem do MP decorre de procedimento administrativo instaurado pela 4ª Promotoria de Justiça da comarca para apurar notícias de irregularidades no estabelecimento, que acabaram confirmadas.
Segundo o Ministério Público, as investigações verificaram que o local está há mais de seis meses em condições de funcionamento precárias, tendo havido inclusive o cancelamento de cirurgias eletivas previamente agendadas por falta de insumos.
De acordo com o Ministério Público, o relatório de inspeção realizada no hospital pela Vigilância Sanitária de Umuarama constatou diversas irregularidades, concluindo pela necessidade de interdição do local.