CRUELDADE

Uma ação cruel gerou revolta esta semana entre moradores e protetores de animais em Altônia, a 84 km de Umuarama. A morte de três cachorras comunitárias no bairro Belo Horizonte aumentou a conta na quantidade de cães e gatos envenenados na cidade, com pouco mais de 18 mil habitantes.
Nos últimos dois meses foram 14 animais, sendo quatro essa semana, além de dois desaparecidos. A denúncia é feita pela Associação de Proteção Animal Focinhos e Bichos de Altônia, que já formalizou o caso na delegacia da Polícia Civil, que passa a investigar.
Segundo a coordenadora da Associação, Cheila da Silva Gomes, nos últimos dois anos a entidade registrou a morte por envenenamento de pelo menos 60 animais, sendo que deste total 45 eram gatos. “Eles são as principais vítimas. Somente na área central da cidade já encontramos sete gatos mortos em ruas e praças. E sempre envenenados”, afirmou Cheila.
CÂMERAS
Por enquanto a entidade não tem suspeitos, mas acredita que imagens de câmeras de segurança de residências próximas onde ocorreram as mortes possam ajudar. “Já pedimos essas imagens para os moradores e também temos um grande aliado, que é a Guarda Municipal”, contou a protetora animal. Segundo ela, a cidade é monitorada através de uma central, o que aumenta as chances de flagrarem quem está por trás dos envenenamentos.
Cheila ressaltou que os moradores de bem da cidade estão revoltados pela crueldade, pois todos os bichos mortos estavam em situação de rua, mas eram monitorados pela Associação. Segundo Cheila, os cachorros estavam todos castrados e vacinados e eram alimentados pela comunidade. “Todos os nossos cachorros de rua estão saudáveis, gordinhos, sem doenças e são alimentados em diversos pontos da cidade por voluntários”, explicou.
ARIZONA
Uma das cachorras, a Arizona, não tinha uma das pernas em decorrência de um acidente, mas era dócil, de grande porte e acompanhada há 4 anos pela Associação. “Foi muita crueldade. Ela não oferecia risco a ninguém, era saudável. Um ato criminoso”, afirmou revoltada a entrevistada.
Atualmente a Associação Focinhos e Bichos monitora cerca de 80 doguinhos e pouco mais de 100 gatos. A protetora salientou que a população de gatos está alta, mas credita a situação a ausência por mais de três anos do castramóvel no Município. Nas ações passadas, o programa já castrou de graça ao menos 600 animais no Município.
A próxima passagem do programa estadual está prevista para novembro. Cheila contou que as castrações são bancadas pelos voluntários através do próprio bolso, bazares e rifas beneficentes e campanhas pontuais. Ela salientou que no atual mandato foi eleito um vereador da causa animal, que mensalmente banca a castração de três animais.