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Mercado na internet se reinventa e abre espaço até mesmo para a venda de memes

29/06/2021 16H15

O humor é uma das principais ferramentas para conseguir um grande alcance online, seja em uma plataforma de streaming ou até mesmo nas redes sociais. A prova disso é a quantidade de memes disponíveis na internet, principalmente entre os usuários brasileiros. Por conta disso, esses conteúdos de humor conseguiram uma valorização diferenciada e estão começando a render alguns milhares de dólares no exterior. Recentemente, um leilão digital arrematou US$ 4 milhões em um famoso meme da internet.

Usado pela primeira vez em 1976, pelo famoso geneticista Richard Dawkins, o termo meme ganhou uma nova definição com a popularização da internet. Se antes a palavra era usada como uma informação cultural, como explica o artigo especial produzido pelo time de roleta online da Betway, desde 1998 essa definição mudou completamente.

O site Memepool redefiniu o termo para usá-lo online, e da forma que conhecemos atualmente. Assim, o meme se transformou em um conteúdo em formato de imagem, vídeo ou gif voltado completamente para o humor.

No Brasil, o sucesso dos memes é algo incrível, principalmente nas redes sociais mais populares por aqui. Uma pesquisa criada pela Globosat, e divulgada em 2019, confirmou que 85% dos brasileiros consomem memes na internet.

A empresa YOUPix chegou a criar uma “Memepédia”, que funcionava como uma enciclopédia completa sobre todos os memes que já viralizaram no país. Isso tudo só mostra como esse conteúdo é importante para o mundo online, e também explica porque eles começaram a valer tanto dinheiro.

Venda de memes na internet

Desde o ano passado, a notícia da comercialização de memes na web chamou atenção das pessoas. Porém, como seria possível comercializar algo que é completamente digital? Se olharmos para o sucesso das criptomoedas, a resposta fica mais fácil, pois essas moedas totalmente digitais são uma realidade e estão ganhando espaço em diferentes países, inclusive no Brasil.

Os memes seguem um caminho parecido, pois eles são vendidos em formato Non-Fungible Toke (NFT), que em tradução livre significa Token não fungível. Ou seja, é um certificado digital que garante a propriedade de um pedaço da internet.

Esse produto pode ser um meme, um vídeo, um desenho digital ou qualquer coisa criada digitalmente. Algo que é relativamente novo, mas que está gerando lucros altos para quem comercializa, ou realiza leilões de NFTs.

Em março deste ano, como mostra reportagem do site G1, o criador do Twitter, Jack Dorsey, fez um dos maiores negócios envolvendo NFT. Ele comercializou o primeiro tweet da plataforma por US$ 3 milhões.

Um recorde que durou alguns meses, até o meme Doge ser vendido por US$ 4 milhões e estabelecer uma nova marca. A expectativa é que novas vendas aumentem esse valor, inclusive algumas empresas estão se especializando na realização desses leilões digitais.

Todos os públicos

O mais curioso é que o meme é um conteúdo que conseguiu ganhar espaço com diferentes pessoas, independente da idade ou geração. O levantamento conduzido pela Betway mostra que, independente das faixas etárias, os memes são consumidos por mais de 70% das pessoas.

Entre os adultos de 23 a 29 anos, a porcentagem chega aos 91%, o que significa quase a totalidade das pessoas. Essa é a força do alcance do meme, que nada mais é que um conteúdo de humor.

As redes sociais abriram caminho para os conteúdos engraçados, e isso também pode ser visto com o sucesso do comediante Whindersson Nunes no YouTube e também no Instagram. Como mostra o levantamento feito pela Rock Content, o artista conta com mais de 50 milhões de seguidores nessas duas plataformas, e ele é apenas um exemplo.

A internet está sempre se reinventando, e a venda de memes é só mais um caminho para que produtores de conteúdo online possam lucrar com o trabalho. Os NFTs devem ganhar ainda mais notícias no futuro, seja com vendas maiores ou até mais populares.