Cotidiano

NO NOROESTE

Médico monta quarto em hospital e ameça de tortura filha de secretária de saúde no PR

23/06/2026 09H24

Jornal Ilustrado - Médico monta quarto em hospital e ameça de tortura filha de secretária de saúde no PR

O médico Rodrigo Felipe Amparato foi denunciado pelo Ministério Público por ameaçar de tortura a filha e de morte o marido da secretária de saúde de Itaúna do Sul, no noroeste do Paraná.

Segundo o Ministério Público de Nova Londrina, o médico se apropriou de uma sala no Hospital Municipal da cidade e a transformou em um quarto para ele e para a esposa, que atua como coordenadora de enfermagem do hospital. O médico está preso desde a semana passada. A esposa está solta, mas foi denunciada pelos crimes de peculato e prevaricação. A Promotoria de Justiça requereu ainda o afastamento dela do cargo de coordenadora de enfermagem do hospital.As informações são do Ministério Público.

Segundo o MP, entre os delitos imputados ao médico, estão ameaça (por três vezes), dano emocional à mulher, perseguição, tortura e peculato. A esposa do médico também foi denunciada pelos crimes de peculato e prevaricação.

Na semana passada, o médico já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. Ele permanece recolhido na Cadeia Pública de Nova Londrina. Conforme a denúncia, os fatos teriam ocorrido entre março e maio deste ano e envolvido condutas que resultaram em intimidações, constrangimentos e outras formas de violência contra as vítimas.

Arbitrariedades

Segundo apurado pela Promotoria de Justiça, o médico teria se apropriado de uma sala do hospital, onde permanecia com a esposa durante os plantões, além de praticar outras irregularidades no estabelecimento. Os relatos colhidos durante a investigação dão conta de que ele teria instaurado um ambiente de constantes arbitrariedades, submetendo uma das vítimas a ameaças, humilhações, perseguições e vigilância permanente.

A atual secretária municipal de Saúde de Itaúna do Sul, empossada recentemente no cargo, teria adotado medidas para corrigir parte das irregularidades identificadas. Conforme a denúncia, a iniciativa provocou a reação do investigado, que passou a perseguir a gestora e seus familiares. Entre as condutas relatadas, ele teria ameaçado torturar a filha da secretária e matar seu marido, chegando, em uma das ocasiões, a exibir uma arma de fogo na cintura ao procurar o familiar da vítima.

Tortura

A denúncia também atribui ao médico a prática do crime de tortura contra criança ou adolescente, na forma qualificada pela condição da vítima. Já a esposa responde por omissão em relação à suposta prática desse crime, por supostamente deixar de adotar medidas para impedir ou apurar as agressões, apesar de ter o dever legal de agir.