Umuarama

Saúde

Mais expostos a fatores de riscos, homens morrem mais e evitam médico

02/08/2019 11H56

Médico no Hospital Uopeccan em Umuarama, o urologista Alberto Tomé revela que os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres

Três a cinco pessoas que morrem no Brasil é do sexo masculino. Fatores como a reticência em procurar serviços de prevenção e maus hábitos de vida contribuem para essa estatística. Neste mês, a campanha Agosto Azul destaca a importância de reverter esse quadro e incentiva o cuidado da saúde do homem.

Médico no Hospital Uopeccan em Umuarama, o urologista Alberto Tomé revela que os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres. “As principais causas dessa estatística alarmante é o fato de que os eles acham que nunca vão ficar doentes. Geralmente evitam procurar um médico para exames de prevenção e, quando procuram, o diagnóstico das doenças é feito tardiamente”, explica.

Barreiras socioculturais também fazem com que os homens evitem cuidar da saúde. “Há uma ideia geral de que o homem deve ser resistente e não demonstrar fragilidade por qualquer coisa. Esses mitos fazem com que eles não procurem atendimento médico quando o sintoma de uma doença aparece e vejam com preconceito medidas preventivas importantes, como o exame que detecta o câncer de próstata, por exemplo”, pontua.

SAÚDE EM PRIMEIRO

Acostumado a atender homens em diversas faixas etárias, Tomé destaca a importância que a saúde esteja em primeiro lugar na vida do homem, em qualquer fase. “Assim como as mulheres, os homens precisam se aproximar da prevenção. Na infância é preciso ter atenção a sinais que indiquem problemas como a hidrocele, varicocele ou fimose. Na adolescência é comum problemas hormonais, casos de DSTs e infecções. Na fase adulta todo homem precisa visitar um médico pelo menos uma vez por ano e a partir dos 45 fazer um checkup da próstata”, indica.

MULHERES INFLUENCIAM

Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apontou que 50% dos homens que chegam aos consultórios foram motivados pela mulher ou namorada. “É muito importante que as mulheres ajudem seus esposos, namorados, pais, irmãos e até os amigos a quebrarem essa resistência”, finaliza.