17 ANOS FORAGIDA

Nesta quinta-feira (18), vai a julgamento a mulher acusada de matar a própria filha em 2007, no município de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime, que chocou o Paraná, teria sido motivado por uma disputa judicial de guarda do neto entre mãe e filha.
A denunciada permaneceu foragida por 17 anos e só foi localizada em maio de 2024, em Marilândia do Sul, após o caso ganhar repercussão nacional em um programa de televisão voltado a fugitivos da Justiça. O julgamento será realizado no Tribunal do Júri de Campina Grande do Sul, a partir das 9 horas.
No dia 12 de fevereiro de 2007, a acusada e o então companheiro — já condenado a 21 anos de prisão pela participação no crime — foram até a casa da vítima, almoçaram com ela e, em seguida, cometeram o homicídio. A mulher foi morta por asfixia, com o uso de um fio elétrico. O corpo foi escondido embaixo da cama e só descoberto dois dias depois.
A vítima deixou dois filhos pequenos: um menino de 5 anos e uma menina de apenas 9 meses.
O casal permaneceu foragido por mais de uma década. O homem foi preso em 2023, em Apucarana, e julgado no ano seguinte. Já a mãe da vítima, que agora será julgada, foi presa em 2024.
Os processos foram desmembrados, fazendo com que cada réu respondesse em ações penais distintas.
A acusada responde por homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, asfixia e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. O caso é julgado em Campina Grande do Sul, uma vez que Quatro Barras integrava a comarca na época do crime.
A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Danillo Pinho Nogueira, da 3ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul.