VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Um caso grave de violência doméstica envolvendo uma adolescente de 17 anos foi registrado na tarde desta terça-feira (3) em Umuarama. A ocorrência aconteceu por volta das 13h, em uma residência localizada na Rua Gustavo José Barbos, no Jardim Estância, e mobilizou equipes da Polícia Militar.
De acordo com as informações repassadas pela PM, a equipe foi acionada via Central de Comunicações para atender um chamado de desentendimento entre um casal, com suspeita de agressão física. No local, os policiais fizeram contato com um adolescente de 16 anos, que relatou que o ex-namorado de sua irmã, um jovem de 20 anos, teria invadido a casa aproveitando-se do fato de o portão estar destrancado.
Segundo o relato, o autor entrou diretamente no quarto da vítima, que dormia no momento. O adolescente informou ainda que acordou ao ouvir gritos e barulhos, percebendo que a irmã estava sendo agredida.
Em conversa com a vítima, a adolescente confirmou os fatos e relatou que foi acordada de forma brusca pelo ex-companheiro, que pegou seu celular e passou a verificar mensagens. Após isso, o autor teria iniciado uma série de agressões físicas, incluindo socos, tapas e tentativa de enforcamento, além de ofensas verbais de cunho pejorativo.
A equipe policial constatou escoriações visíveis no pescoço, no ouvido esquerdo e nos braços da vítima. A adolescente estava visivelmente abalada emocionalmente, nervosa e chorando durante o atendimento.
Diante da gravidade da situação e da confirmação dos fatos, os policiais deram voz de prisão ao autor, que foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para as providências legais cabíveis. Conforme a PM, não houve necessidade do uso de força física nem de algemas durante a condução.
A mãe da vítima foi imediatamente informada e compareceu à delegacia para acompanhar a filha, por se tratar de menor de idade. A motocicleta e o capacete do autor permaneceram na residência, ficando sob responsabilidade de um familiar para posterior retirada.
O caso será investigado pela Polícia Civil e se enquadra na Lei Maria da Penha, reforçando a importância da denúncia rápida em situações de violência, especialmente quando envolvem adolescentes.