Política

AMEAÇADO

Jornalista fala em ‘retaliação’ e ‘ataque à imprensa livre’

22/01/2020 12H35

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o jornalista Glenn Greenwald disse que a denúncia oferecida pelo MPF ontem é uma retaliação do governo federal contra ele, por seu papel em reportagens da série “Vaza Jato”, no site The Intercept Brasil. Ele diz aque a ação configura um ataque contra a liberdade de imprensa, contra a Polícia Federal (PF) e contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

“A própria PF, sob o comando do ministro Moro (Sergio Moro, ministro da Justiça), fez uma investigação completa e concluiu com clareza que eu não cometi nenhum crime, muito pelo contrário”, argumentou o jornalista. “Sempre fiz meu trabalho como jornalista com muita cautela, responsabilidade e profissionalismo.”

O advogado Rafael Borges, que defende Greenwald, argumentou que o Ministério Público Federal (MPF) desrespeitou uma medida cautelar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que órgãos de controle “abstenham-se de praticar atos que visem à responsabilização” do jornalista.

Já o advogado Ariovaldo Moreira, que defende outros três denunciados, disse que a denúncia apresentada “confirma que as acusações que recaem sobre meus clientes são de cunho político, desprovidas de qualquer embasamento técnico.”

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) classificou o caso como violação à liberdade de imprensa. A associação diz que a PF não encontrou indícios de que o jornalista se envolveu nos crimes.

“Em nenhum momento, Greenwald buscou ‘subverter a ideia de proteção a fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos’, como afirma o procurador”, diz.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) manifestou solidariedade a Greenwald e classificou a denúncia como “absurda”. “A denúncia, inteiramente inepta, representa um atentado à Constituição brasileira, um desrespeito ao STF e à PF “