SAÚDE

Umuarama possui 24 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e cada uma delas é coordenada por uma Enfermeira. Para nortear os trabalhos de vacinação contra o coronavírus e oferecer apoio a essas profissionais, a Secretaria Municipal de Saúde realizou, na tarde desta quinta-feira (08), uma capacitação específica sobre o tema.
A primeira parte dos trabalhos foi conduzida pelo médico infectologista Ricardo Delfini Perci, que atualizou sobre cada uma das quatro vacinas contra covid-19 utilizadas no Brasil: AstraZeneca, CoronaVaC, Pfizer e Janssen. “É preciso reforçar sempre que todas elas são excelentes e nenhuma delas causa alterações no DNA da pessoa. Os profissionais de saúde devem estar atentos apenas no caso das grávidas, que não devem tomar o imunizante AstraZeneca, que no momento é a recomendação do Ministério da Saúde”, afirmou.
Sobre a vacinação dirigida apenas a pessoas com mais de 18 anos, ele detalhou que isso acontece simplesmente porque todos os laboratórios fabricantes das vacinas fizeram estudos apenas com pessoas acima dessa idade. “O foco da Organização Mundial da Saúde, no primeiro momento, foi oferecer socorro à população que estava mais sendo contaminada e morrendo mais, que eram os idosos. Foi uma atitude certeira. Agora, com mais estudos e mais vacinas, o imunizante deve chegar a todas as pessoas”, observou.
O infectologista apresentou aos profissionais de saúde os detalhamentos de cada vacina, explicando fórmulas, possíveis reações e cuidados. A começar pela AstraZeneca Fiocruz, que é composta por recombinação genética de um adenovírus. “Ele tem eficácia de 70% nos casos sintomáticos leves e de 100% nos casos graves. Um grande detalhe é que, como já dito, ela não deve ser aplicada nas grávidas”, disse.
A vacina CoronaVaC Butantan é feita de vírus ativado e tem eficácia de 78% nos casos leves e 100% nos casos graves da doença. “Há apenas alguns cuidados a serem tomados, como por exemplo, ela não deve ser aplicada em alérgicos a ovo. Há também o registro de reações adversas, como dor de cabeça e no local da aplicação, porém nada que um analgésico não resolva sem maiores problemas”, relatou.
Sobre a vacina da Pfizer – uma das mais populares e desejadas pela população – Dr. Perci contou que ela tem eficácia de 79% nos casos leves e de 100% nos casos graves da doença. “Este imunizante é feito com RNA purificado como mensageiro estético, sem usar parte do vírus, talvez por isso as pessoas achem que essa vacina seja mais moderna. Mas vale ressaltar que não existe isso de vacina melhor que a outra”, esclareceu.
Já sobre a vacina da Janssen, o médico assinalou que ela é feita com adenovírus vivos e que sua eficácia é de 66% nos casos leves e de 85,4% nos casos graves da doença. “Por ser de dose única, esse é o grande diferencial deste imunizante. Podemos dizer que a vacina é melhor por questões de logística e estratégicas, mas em termos de eficácia, reafirmo, o importante é que todos sejam imunizados”, declarou.
O infectologista chamou a atenção para a necessidade de as pessoas comunicarem quaisquer alergias que possam ter, para que os profissionais de saúde possam saber se podem aplicar a vacina ou não. “É claro que pessoas com gripe, com febre ou com infecções, por mais simples que sejam, não devem ser vacinadas. Mas é importante também que falem sobre suas alergias”, finalizou.