Colunistas

12/10/2018

Ilustradas

12/10/2018 08H09

Horário eleitoral gratuito no

segundo turno começa nesta sexta

O horário eleitoral gratuito do segundo turno das eleições 2018 começa nesta sexta-feira (12) e vai até o dia 26 de outubro. Nesta quinta-feira (11) o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou o plano de mídia das campanhas em rádio e TV para os candidatos ao governo e à Presidência da República. Os programas vão começar com a propaganda de Jair Bolsonaro (PSL), que obteve mais votos no primeiro turno, seguido por Fernando Haddad (PT). A ordem dos candidatos inverte a cada dia. O tempo de propaganda é igual para os candidatos no segundo turno. Agora, cada um terá um programa de cinco minutos duas vezes ao dia, de segunda a sábado, no rádio e na TV. Assim como no primeiro turno, o horário eleitoral gratuito será transmitido às 7h e às 12h no rádio e às 13h e às 20h30 na TV. No próximo dia 28 de outubro, além de Bolsonaro e Haddad, outros 28 candidatos a governador disputarão o segundo turno das eleições em 13 estados e no Distrito Federal. Os programas para os governos serão transmitidos às 7h10 e às 12h10 no rádio e às 13h10 e às 20h40 na TV.

TSE quer ajuda de WhatsApp

para tentar combater fake news

Ainda sem apresentar resultados efetivos no combate a fake news, o conselho consultivo sobre internet e eleições coordenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realizou sua primeira reunião na tarde de quarta-feira (11). Agora, o grupo informou que quer fazer uma parceria com o WhatsApp para tentar combater a proliferação de notícia falsa pela internet, em especial por meio de redes sociais. “Acabamos de alinhar um contato com o WhatsApp para fazermos uma reunião”, disse Estêvão Waterloo, secretário-geral do TSE e coordenador do conselho consultivo. Segundo ele, “a avaliação lá atrás é de que o cenário [de notícia falsa influenciando a eleição] seria muito pior. Não é cenário simples, é preocupante no mundo inteiro”. A proliferação de notícia falsa atingiu o próprio TSE e a confiabilidade na Justiça Eleitoral. O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) levantou a possibilidade de fraude da urna eletrônica, que chegou à 12ª eleição no país sob ataque inédito e relatos de desconfiança dos eleitores em redes sociais. O tribunal garante que o sistema é seguro. Waterloo disse que o TSE estuda fazer um aplicativo para receber fake news e que o tribunal faz “todos os esforços” para que fique pronto até o segundo turno, dia 28 de outubro. Ele destacou que o tribunal vai fazer uma página no site para tratar de notícias falsas. Na semana passada, a Folha de S.Paulo mostrou que o TSE falhou no combate a fake news na campanha de primeiro turno e que as propostas do grupo criado pelo órgão não saíram do papel.O conselho consultivo, criado no fim da gestão de Gilmar Mendes, foi a bandeira da gestão do ministro Luiz Fux à frente do tribunal, de fevereiro a agosto de 2018.

Políticos recorreram mais de 300 vezes

à Justiça para retirar textos

da internet nesta eleição, diz Abraji

Levantamento da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) aponta que políticos acionaram a Justiça pelo menos 361 vezes durante as eleições deste ano para tentar ocultar informações negativas e posts críticos. Os candidatos campeões da lista são Jair Bolsonaro (22 vezes), João Doria (11) e Roseana Sarney (10). Bolsonaro, por exemplo, recorreu à Justiça contra postagens críticas no Facebook, contra a divulgação de uma pesquisa Datafolha e para retirar da internet reportagens da Folha de S.Paulo sobre o caso da sua ex-servidora na Câmara dos Deputados que vendia açaí na região de Angra dos Reis no período de expediente. Os pedidos referentes ao Datafolha e às reportagens da Folha de S.Paulo foram negados pela Justiça. Os dados foram catalogados pelo Ctrl+X, projeto da Abraji criado em 2014 que monitora tentativas judiciais de cercear informações na web. O projeto tem processos mapeados desde 2002. Bolsonaro é o segundo político que mais tentou retirar informações da internet numa mesma eleição. Só perde para Expedito Junior (PSDB), que acionou a Justiça com esse objetivo 34 vezes nas eleições de 2014, quando disputou o governo de Rondônia. Os candidatos à Presidência moveram 38 processos para suspender publicações. Além de Bolsonaro (22 vezes), utilizaram o recurso Ciro Gomes (6), Guiherme Boulos (3), Fernando Haddad (3), Alvaro Dias (1), Geraldo Alckmin (1) e Marina Silva (1).