Umuarama

QUARENTENA

Igrejas podem permanecer fechadas e punição para bares com aglomeração

05/05/2020 08H39

Uma videoconferência de presidentes de associações de prefeitos com o governador Ratinho Junior, nesta terça-feira (05), vai dar direcionamento sobre a situação da reabertura das igrejas. Na segunda-feira (04) os promotores de justiça das comarcas de Umuarama, Marcos Faleiro, e de Xambrê, Mário Augusto, se reuniram com a comissão de prefeitos da Amerios criada para cuidar da situação da pandemia do coronavírus na região.

A intenção era definir na segunda-feira mesmo como ficaria a situação das igrejas, mas como está marcada a conferência com o governador, o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Pérola, Darlan Scalco, solicitou a trégua para tomar uma decisão até quinta-feira(7).

Scalco garantiu que vai expor a situação ao governador, já que as igrejas foram incluídas pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo próprio Governo do Paraná como essenciais, no entanto, a Secretaria Estadual de Saúde ficou de publicar a portaria regulamentando o assunto e foi transferido poder para o prefeito decidir o que fazer.

REGIÃO

Em algumas cidades da região como Cruzeiro do Oeste, Icaraíma, Mariluz, Iporã, entre outras as igrejas foram permitidas voltar usando 50% da sua capacidade. O problema para quem não abriu a igreja ainda é a pressão feita sobre os prefeitos. E o Ministério Público do Paraná está orientando para a manutenção das igrejas fechadas, já que atraem muitas pessoas são potencial ponto de transmissão da Covid-19, caso apareça alguém contaminado.

NOVA REUNIÃO

Diante disso, os prefeitos da Amerios deverão voltar a se reunir nesta semana e, se o Governo Estadual não assumir a reabertura das igrejas, a decisão unânime na região pode ser pelo fechamento por mais alguns dias das igrejas em todas as cidades.

Limites aos bares

Outro assunto em pauta para os prefeitos definirem nesta semana será os limites aos bares e lanchonetes. Isso porque, segundo eles, são muitas as denúncias de aglomerações em Umuarama e cidades da região. Além disso, sem distanciamento nem uso de máscaras. Poderá ser estipulado um horário menor para todos e uma fiscalização rigorosa para fechar quem descumprir as determinações de não permitir aglomerações.

Os promotores de justiça destacaram que a preocupação maior é com a saúde pública e a meta é continuar segurando baixo os números da pandemia na região, já que se os casos fugirem ao controle, a saúde não tem estrutura para atender a todos. O prefeito de Umuarama disse que as medidas necessárias precisam ser adotadas para evitar problemas. “Prejuízo político vamos ter de qualquer jeito. Se fechar e não adoecer ou morrer ninguém, vai ser culpa do prefeito, se adoecer e morrer várias pessoas, vai ser culpa do prefeito do mesmo jeito”, desabafou.