Umuarama

Educação

IFPR de Umuarama terá funcionamento afetado com bloqueio de 30% do MEC

08/05/2019 08H26

ifpr-umuaram

O bloqueio orçamentário previsto pelo Ministério da Educação (MEC) para as instituições de ensino federais também comprometeria o funcionamento do Instituto Federal-PR em Umuarama (IFPR). Hoje o campus de Umuarama conta com 1.099 alunos presenciais divididos em cursos de formação inicial, técnicos, superiores e mestrado.

Conforme o diretor-geral do IFPR de Umuarama, Alan Rodrigo Padilha, o bloqueio afetaria o custeio das despesas funcionais do campus e serviços necessários para a continuidade das atividades da instituição em Umuarama. “Serviços essenciais contratados como de limpeza, energia, água entre outros, ou seja, o funcionamento do dia a dia do campus seria afetado”, explicou.

A diretora de planejamento e administração, Rejanea Oliveira Brito Matusaike, ressaltou que se o bloqueio de 30% fosse linear ao IFPR de Umuaram

a a instituição contaria com menos R$ 430 mil para honrar os pagamentos dos seus contratos. “Trabalhamos com orçamento anual

e contratos são regidos por regras, não podemos simplesmente cancelar tais compromissos”, ressaltou.

O diretor do IFPR de Umuarama enfatizou que esta não é uma situação de viés ideológico ou partidário, mas sim uma análise econômica do funcionamento da instituição. “Entregamos à sociedade a formação técnica, de nível superior e até mestrado. Temos um compromisso social com a instituição e o município e isso não é uma crítica de governo, pois o que importa aqui é a comunidade. Desta forma, ver os resultados que levamos para sociedade serem inviabilizados é uma dor grande”, exclamou.

Em todo IFPR, o bloqueio significa um impacto de R$ 20 milhões o que, em média, corresponde a 36% do orçamento discricionário.

AÇÕES

Duas ações estão previstas com o intuito de analisar os impactos do bloqueio de recursos no âmbito do Instituto Federal do Paraná. A primeira é uma reunião agendada para hoje, às 14h, na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, em que estarão presentes o reitor pro tempore Odacir Antonio Zanatta e o pró-reitor de planejamento e desenvolvimento institucional, Paulo Yamamoto.

A segunda é a reunião do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e que também terá o tema em pauta. A presença do Secretário da Setec, Ariosto Antunes Culau, foi confirmada.

CONFUSO

A informação do corte orçamentário foi dada pelo Secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior. O corte, inicialmente, seria restrito a três universidades, Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA), possivelmente com base em princípios ideológicos. Em seguida, foi ampliado a todas as instituições federais do país. Posteriormente, o presidente Jair Bolsonaro disse que o dinheiro retirado das universidades federais será investido na educação básica.