Cotidiano

ATAQUE

Idoso sofre mais de 50 picadas após ataque de abelhas na área rural de Umuarama

28/02/2026 11H46

Jornal Ilustrado - Idoso sofre mais de 50 picadas após ataque de abelhas na área rural de Umuarama

Um homem de 74 anos ficou ferido após ser atacado por um enxame de abelhas na manhã deste sábado (28), em uma propriedade rural localizada às margens da rodovia PR-489, entre Umuarama e Xambrê, nas proximidades da “igrejinha”, conhecida na região. O idoso sofreu mais de 50 picadas, principalmente na região da cabeça, precisando ser encaminhado ao hospital para avaliação médica.

De acordo com informações repassadas por vizinhos, o morador realizava a roçada de um espaço em sua propriedade quando acabou atingindo um toco de árvore. O que ele não sabia é que o local abrigava uma colmeia de abelhas europeias. Com o impacto e o barulho do equipamento, o enxame se agitou e avançou rapidamente contra o homem.

Desesperado, o idoso saiu correndo e gritando por socorro. Durante a fuga, ele chegou a pular duas cercas até alcançar a sede da propriedade, na tentativa de se proteger do ataque. Cachorros de propriedades vizinhas que estavam próximos também foram atingidos pelas abelhas.

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Uma vizinha relatou os momentos de tensão. “Ele chegou aqui gritando por socorro, dizendo que as abelhas estavam o matando. Eu corri, peguei um lençol e joguei sobre ele”, contou. Segundo ela, a cena era impressionante. “Em volta dele estava tudo escuro de abelhas. Eram muitas”, descreveu.

Outro morador da região informou que ofereceu um medicamento utilizado para picadas de abelha e, em seguida, acionou as equipes de socorro.

O atendimento foi realizado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O Corpo de Bombeiros também foi acionado, mas quando chegou ao local o idoso já estava sendo assistido pelos socorristas do Samu, retornando à base na sequência.

Conforme o médico do Samu, o homem sofreu mais de 50 ferroadas distribuídas pelo corpo, com maior concentração na região da cabeça. Apesar da gravidade do ataque e da quantidade de picadas, o paciente apresentava pressão arterial estável e não demonstrava alterações significativas no estado clínico no momento do atendimento inicial. Ainda assim, por precaução, ele foi encaminhado ao Hospital Cemil para passar por avaliação médica mais detalhada e observação.

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Alerta para riscos e prevenção

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta que ataques de abelhas tendem a se tornar mais frequentes durante esse período, em que há maior disponibilidade de alimento, favorecendo a presença dos insetos também em áreas urbanas e rurais próximas às cidades.

De acordo com a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, ruídos intensos como os provocados por motosserras, roçadeiras e cortadores de grama podem agitar as colmeias e deixar as abelhas mais agressivas. “Os casos mais comuns de ataques ocorrem durante podas de árvores e corte de grama, tanto a pessoas quanto a animais domésticos”, explica.

A capitã também destaca que dias muito quentes contribuem para aumentar a irritação das abelhas. Ao se deparar com um enxame, a orientação é buscar abrigo imediato em local fechado, como dentro de uma residência ou veículo, mantendo portas e janelas fechadas até que os insetos se dispersem. 

O CBMPR reforça que colmeias devem ser manipuladas apenas por apicultores especializados. As abelhas são protegidas por lei e o extermínio é considerado crime ambiental.

Riscos das picadas

As picadas de abelha podem provocar desde dor intensa até reações graves. Segundo a capitã Luisiana, pessoas que não são alérgicas conseguem, em regra, suportar até cerca de 100 ferroadas antes de entrarem em quadro de choque anafilático. No entanto, ferroadas na face, cabeça e pescoço exigem atenção redobrada, devido ao risco de inchaço e comprometimento das vias aéreas.

Em pessoas alérgicas, uma única picada pode ser suficiente para desencadear uma reação grave, com possibilidade de obstrução das vias respiratórias e asfixia.

Em situações de ataque, a vítima deve ser encaminhada imediatamente ao hospital. O pedido de socorro pode ser feito pelo telefone 193. Para remover o ferrão, a orientação é raspar a pele com um objeto rígido e limpo, evitando o uso de pinça, pois a pressão pode liberar ainda mais veneno na corrente sanguínea.