Policial

CRIME BÁRBARO

Identificado um dos envolvidos em sequestro de família de Cruzeiro do Oeste

28/11/2019 19H06

O delegado-chefe da 7ª SDP, Osnildo Carneiro, o delegado de Cruzeiro, Izaías Cordeiro e o superintendente da 7ª SDP, Aécio Silveira

Umuarama – A Polícia Civil já identificou um dos suspeitos de envolvimento no roubo que manteve uma família de Cruzeiro do Oeste como refém por quase 30 horas, entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quinta-feira (28), quando foram libertados na rodoviária de Guaíra, a 137 km de Cruzeiro. O casal e os filhos passam bem e já estão em casa.

O suspeito de envolvimento nos roubos em Mandaguari e em Cruzeiro do Oeste, Paulo Cesar Oliveira dos Santos, segundo a Polícia Civil

PERICULOSIDADE

Paulo Cesar Oliveira dos Santos, 30 anos, é fugitivo da Penitenciária Estadual de Maringá onde cumpria pena pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio qualificado, porte ilegal de armas e roubo.

Segundo o delegado da Polícia Civil de Cruzeiro do Oeste, Izaias Cordeiro de Lima, que está à frente da investigação, um novo mandado de prisão também deve ser pedido pelo crime de roubo com restrição de liberdade.

A informação foi repassada na manhã desta quinta-feira (28) em entrevista coletiva na sede da 7ª SDP de Umuarama, com a presença do delegado-chefe Osnildo Carneiro Lemes, para apresentar detalhes sobre a libertação da família cruzeirense.

Segundo Lemes, além dos investigadores de Umuarama, também foram acionados o Grupo do Operações Aéreas (GOA), que permaneceu em Maringá e também o Grupo Tigre, especializado em situações como essa.

PRIMEIRO ROUBO

A polícia chegou até a identidade de Paulo Cesar Oliveira dos Santos, 30 anos, com base em imagens de câmeras de segurança de outro roubo feito pelo criminoso e um comparsa, ainda na terça-feira, em Mandaguari, a 195 km de Cruzeiro.

A dupla rendeu um homem de 29 anos, roubou a pick-up Fiat Strada da vítima, que foi levada como refém. A libertação ocorreu após um acidente de trânsito no trevo de acesso a Tuneiras do Oeste, na PR-323, em Cruzeiro, quando os criminosos seguiam para a fronteira com o Paraguai através de Guaíra.

FUGA

Os dois ladrões abandonaram a pick-up e a vítima, fugiram a pé e invadiram a casa de Cristiano Pereira Lopes, 33 anos. Ele e a família moram nas proximidades do local do acidente. Na residência ainda estavam a esposa Eliane Furlan, 27 anos, e os filhos do casal, dois meninos de 1 ano e 8 anos de idade. Todos foram rendidos.

INVASÃO

De acordo com o delegado Izaias Cordeiro os criminosos permaneceram no imóvel por cerca de duas horas. “Por volta das 22 horas do dia 26, os criminosos saíram usando a moto e também o carro da família, um Corsa. Eles levaram a família, além de televisão, vídeo games e roupas”, explicou.

CATIVEIRO

De acordo com o delegado, em conversa com o casal, a família foi levada direto para Guaíra, onde permaneceu em cativeiro em uma casa. A libertação ocorreu por volta da 1h30 de quinta-feira.

“Os autores mantinham contato com familiares das vítimas e avisaram que eles seriam soltos em Guaíra. Fomos em três equipes até a cidade. Chegamos a considerar que poderia ser apenas uma forma de nos enganar, mas não. Não foi fácil, mas acabamos localizando a família na calçada da rodoviária”, explicou Izaias Cordeiro.

Além de duas equipes do Grupo de Diligências Especiais de Umuarama uma equipe do Grupo Tigre, de Curitiba, também seguiu para Guaíra. “Eu e o delegado Cristiano Quintas (Tigre) também fomos para lá”, explicou.

PARAGUAI

Ainda segundo Cordeiro, a polícia trabalhava com a hipótese da família estar em Guaíra desde o início. Os dois veículos, uma moto e um corsa, atravessaram a ponte Ayrton Senna às 2h40 do dia 26, segundo registro da Polícia Rodoviária Federal. Os veículos não foram recuperados.

RESGATE

Ele salientou que o casal e os filhos estavam bem fisicamente. “Estavam calmos. Percebemos que foram orientados a permanecer calmos”, explicou. O bebê de um ano dormia no momento do resgate.

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Segundo o delegado Izaias Cordeiro, a polícia acredita que pela forma como os criminosos atuaram, há uma organização criminosa com pelo menos cinco pessoas envolvidas. “O roubo em Mandaguari, a casa do cativeiro em Guaíra, os receptadores do carro em Paraguai. Tudo indica para uma organização criminosa”, explicou. Ele salientou que o trabalho agora é para identificar os outros membros da quadrilha.