Região

Operação Retomada

ICMBio inibe invasão e pesca predatória no Parque de Ilha Grande

25/10/2018 18H38

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) começou dia 22 a primeira etapa da Operação Retomada. A ação em parceria com a Polícia Militar Ambiental do Paraná, Guarda Municipal de Altônia e Secretaria Municipais de Meio Ambiente tem o objetivo de reprimir o uso ilegal do Parque Nacional de Ilha Grande, unidade de conservação federal gerenciada pelo ICMBio.

Nos primeiros dias de fiscalização foram destruídas embarcações e edificações utilizadas para a pesca predatória no interior do parque nacional. De acordo com a coordenação da operação, foram realizadas ações nas lagoas Xambrê e São João em Altônia-PR, na várzea continental, além de ilhas localizadas em São Jorge do Patrocínio-PR e Alto Paraíso-PR.

Dois homens foram multados pelo órgão ambiental federal na ocorrência. Também foram realizadas incursões em Icaraíma, na Área de Proteção Ambiental (APA) das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, que protege o entorno do parque.

Casas demolidas

A destruição de casas de veranistas teve início em 2014 e nos últimos 3 anos, foram demolidas mais de 270 edificações erguidas irregularmente em áreas do Parque Nacional de Ilha Grande e na APA das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná.

As demolições são realizadas em conjunto com o Instituto Ambiental do Paraná e com o Ministério Público Federal e só no Parque Nacional de Ilha Grande foram contabilizadas mais de cem demolições. As demolições são de construções utilizadas como casas de veraneio, não sendo habitadas como única moradia ou como meio de promover a pesca profissional.

Crime ambiental

Para os órgão ambientais, o resultado das operações mostram que não há impunidade para este tipo de crime ambiental na região e que o conjunto de ações está revertendo um antigo quadro de uso descontrolado das margens de rios e ilhas, inibindo novas invasões no Parque Nacional de Ilha Grande e também na APA das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná. A equipe de fiscalização alerta que a destruição de embarcações abandonadas no interior das lagoas é um procedimento que passará a ser adotado quando não for possível identificar os seus responsáveis.

A segunda etapa da Operação Retomada ocorrerá no lado sul-matogrossense do parque nacional.