Policial

CRIME EM TAPIRA

Homem morto com 30 facadas era suspeito de assediar adolescente

23/04/2019 19H20

CRIME EM TAPIRA Homem morto com 30 facadas era suspeito de assediar adolescente
O crime ocorreu no cruzamento de duas ruas após luta corporal entre autor e vítima, morta com 30 facadas, pelo menos (foto redes sociais)

Tapira – Um homem de 31 anos, morto com pelo menos 30 facadas, era suspeito de assediar uma adolescente em Tapira, segundo a Polícia Civil. O crime ocorreu no início da tarde desta terça-feira (23) em plena rua e o principal suspeito pelo homicídio seria o pai da menina, de acordo com a Polícia Militar.

Segundo a polícia, vítima e autor teriam discutido e entrado em luta corporal no cruzamento das ruas Ibituva com Palmeiras. Diversas pessoas teriam testemunhado a briga e o homicídio. A princípio ambos estariam armados com facas. O autor do crime fugiu levando a arma. A expectativa é que ele se apresente após passar o período de 24 horas, correspondente ao flagrante.

ASSÉDIO ADOLESCENTE

Segundo a Polícia Civil, existe a suspeita de que a vítima já estaria se sentindo ameaçada, por estar armada com a faca, encontrada sem qualquer vestígio de sangue, ao lado do corpo de Adevair de Oliveira Ferreira. O matador teria agido sozinho, segundo a polícia.

Segundo a Polícia Militar, a motivação do crime seria a suspeita de que a vítima estaria assediando a filha do autor. O caso teria sido denunciado ao Conselho Tutelar de Tapira entre segunda-feira (22) e terça-feira (23). Não houve o registro de boletim de ocorrência sobre o assédio nas polícias Civil ou Militar.

PEDIDO DE CLEMÊNCIA

Após o crime, a Polícia Civil começou a ouvir as testemunhas do crime que teriam relatado que a vítima teria negado o assédio a adolescente e pedido clemência pela sua vida. Ainda segundo a Polícia Militar, a vítima seria usuária de drogas e teria passagens anteriores por furto.

Segundo a Polícia Civil, a expectativa é que o suspeito do crime se apresente com advogado para ser ouvido e liberado. Como o suspeito é primário, em tese responde pelo crime em liberdade. A prisão preventiva pode ser decretada em casos de constrangimento de testemunhas ou obstrução a investigação, segundo a polícia.