CONDENADO

O Tribunal do Júri da comarca de Alto Piquiri condenou Eric Pereira, de 27 anos, a 39 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado pelos crimes de feminicídio qualificado e tentativa de homicídio. A sentença foi proferida após julgamento realizado nesta semana, com base em denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).
Eric foi considerado culpado pelo assassinato de sua ex-companheira, Ana Carolina da Silva Cardoso, de 26 anos, e por tentar matar um amigo da vítima que estava com ela no momento do crime. Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime ocorreu na noite de 24 de maio de 2024, no centro da cidade de Alto Piquiri, e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram Eric invadindo a residência de Ana Carolina, que tentou fugir, mas foi alcançada na rua e golpeada com 21 facadas, diante de testemunhas. Ela foi socorrida em estado grave e levada ao hospital de Umuarama, onde faleceu dois dias depois, no domingo, 26 de maio.
A motivação do crime foi ciúmes. O réu acreditava que Ana Carolina estivesse iniciando um novo relacionamento amoroso com o homem que estava na casa dela. Esse amigo tentou intervir para salvar a vítima, mas também foi atacado por Eric. Por sorte, conseguiu se esquivar e não foi ferido.
Na ocasião do crime, Ana Carolina estava amparada por medidas protetivas de urgência contra o ex-companheiro, que havia descumprido as ordens judiciais poucas horas antes do ataque. Além disso, havia contra ele um mandado de prisão em aberto por ameaça, violação de domicílio e dano.
Eric foi preso no dia seguinte, em 25 de maio, após manifestar intenção de se entregar à polícia. Desde então, permaneceu detido preventivamente e, com a condenação, não poderá recorrer em liberdade.
A sentença ainda determinou o pagamento de R$ 100 mil de indenização à família de Ana Carolina e R$ 5 mil ao homem que foi alvo da tentativa de homicídio. A Justiça considerou o descumprimento das medidas protetivas no mesmo dia do crime como uma agravante de grande relevância para a pena imposta.
Ana Carolina deixou duas filhas, de 2 e 11 anos.