Umuarama

INCLUSÃO

Hoje tem manifestação a favor dos direitos de pessoas autistas na Câmara de Umuarama

08/09/2025 16H21

Jornal Ilustrado - Hoje tem manifestação a favor dos direitos de pessoas autistas na Câmara de Umuarama
Manifestação ocorre esta noite durante sessão ordinária na Câmara de Vereadores de Umuarama

Pais, mães, familiares e profissionais estão organizando uma manifestação para ocorrer a partir das 19h30 de hoje (8), na Câmara de Vereadores de Umuarama, durante a sessão ordinária da Casa.

O objetivo é chamar a atenção para o que chamam de desrespeito às pessoas com deficiência e em especial de portadores do Transtorno de Espectro Autista (TEA) e cobrar a manutenção de terapias essenciais que estariam sendo suspensas pelo Município.

Os organizadores defendem o respeito a políticas públicas de inclusão de pessoas com deficiência e a manutenção de direitos já conquistados em favor de portadores de TEA.

A pedagoga com especialização em Educação Especial, em Transtorno do Espectro Autista, em Psicopedagogia Clínica e Institucional e em ABA (Análise do comportamento aplicada ao TEA e DI), Cristiane Ferreira Berto Ulian, que também é mãe de um menino de 7 anos com TEA, é uma das organizadoras da manifestação.

Ela relatou ao Ilustrado que a preocupação é com situações de invalidação da dor das famílias, a partir de falas preconceituosas, liminares parcialmente derrubadas, reduzindo o tempo e a quantidade de terapias necessárias para o desenvolvimento de portadores de TEA, comprometendo o desenvolvimento de funcionalidades de crianças e adolescentes. “Sei que a intervenção é fundamental para o desenvolvimento. Tenho o exemplo dentro de casa. Meu filho não falava e batia a cabeça. Hoje ele é super funcional”, explicou Cristiane.

Ela também salientou que terapias funcionais devem ser avaliadas caso a caso por uma equipe multidisciplinar, mas que terapias para garantir resultados devem ser intensas e não apenas de uma hora por semana e nada mais. Hoje o grupo busca respeito e empatia pela situação vivida por famílias e por crianças e adolescentes portadores do TEA.

Segundo Cristiane, outro ponto que tem gerado revolta entre familiares são falas de cunho preconceituoso e capacitistas, no sentido de desmerecer pessoas diagnosticas com o TEA.