BRASIL

Em Umuarama e no restante do país fracassou a greve dos caminhoneiros marcada para começar nesta quinta-feira (4). A mobilização convocada na semana passada, não ocorreu. Nas rodovias estaduais e federais paranaense as Polícias Rodoviárias Estadual e Federal não registraram qualquer movimentação ou interdição de via.
A convocação da greve ocorreu por meio de grupos de mensagens e redes sociais e foi convocada sob a liderança da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC). O presidente da entidade, Chicão Caminhoneiro, foi até Brasília esta semana para protocolar uma pauta de reivindicações com o anúncio da mobilização nacional junto a Presidência da República. Apesar de Chicão Caminhoneiro ter pedido através das redes sociais, que a manifestação fosse respeitosa, outras entidades ligadas a categoria se manifestaram contrários a paralisação.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) emitiu um comunicado oficial onde se posiciona contrário a greve. “A CNTTL reafirma que “não compactua com movimentos de manipulação política que utilizam uma das categorias de transporte mais importantes do país para tal finalidade”.
A Confederação informou ainda que “ficou estarrecida com a veiculação, na rede social LinkedIn, de um post falso que afirma seu apoio a esse tipo de movimento, e que tomará as providências judiciais cabíveis nesse caso, bem como em outros espaços ou materiais que divulguem fake news com o seu nome, prática considerada crime no país”, consta no site da entidade.
A CNTTL explicou que tem mantido um canal permanente de diálogo com órgãos do Governo Federal para tratar das pautas prioritárias dos caminhoneiros, entre elas: a aposentadoria especial aos 25 anos de contribuição ao INSS, a alteração da jornada de trabalho para o caminhoneiro autônomo e o cumprimento da lei do Piso Mínimo de Frete.
A Confederação encerra a nota reafirmando que, caso todas as possibilidades de negociação junto aos três poderes se esgotem sem avanços nas pautas necessárias para garantir justiça e dignidade aos trabalhadores, não se furtará de organizar os caminhoneiros para reivindicar seus direitos de forma legítima e responsável.