Umuarama

Movimento

Trabalhadores do Correios de Umuarama aderem a greve nacional

13/09/2019 08H21

Os trabalhadores dos Correios de todo o país aprovaram a paralisação das atividades por tempo indeterminado desde quarta-feira (11). Em Umuarama alguns carteiros também aderiram ao movimento e em cidades da região, como Altônia e Pérola. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correiros, Telégrafos e Similares (FENTECT), Campanha não é apenas por reajuste salarial ou contra o corte de direitos.

Segundo o delegado regional do Sindicato em Umuarama, Emílio Rafael da Silva, a movimentação vem crescendo, como em Maringá que está com 80% dos trabalhadores paralisados. Ainda segundo o delegado, as entregas em Umuarama ainda não devem começar a atrasar. “Também temos cidades na região com trabalhadores em greve e o movimento nacional está em 70% de adesão”, disse.

Ainda segundo a FENTECT, na atarde de ontem a ECT voltou a sentar para negociar um novo Acordo Coletivo. A empresa alega que compareceu a 10 reuniões, mas segundo os trabalhadores, além dos Correios descumprir o calendário e adiar a apresentação do índice econômico, o que aconteceu foi uma manobra para adiar as discussões para depois da data-base da categoria, que é em agosto, jogando os trabalhadores num limbo jurídico.

Para os trabalhadores, a campanha não é apenas por reajuste salarial ou contra o corte de direitos. Mas, não houve negociação e a privatização já foi anunciada, portanto está será a campanha mais importante dos últimos tempos.

A estratégia dos sindicatos a unificação, organização e resistência dos trabalhadores dos Correios.

Procon-PR

Em razão ao anúncio da paralisação dos correios, o Procon-PR, departamento vinculado à Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, orienta que nenhum prejuízo pode ser imposto ao consumidor.

O secretário da pasta, Ney Leprevost, determinou ao Procon-PR que reforce as orientações aos consumidores sobre como proceder caso não receba contas, boletos ou faturas para pagamento em razão da paralisação.

De acordo com a chefe do Procon, Cláudia Silvano, se algum cidadão tiver qualquer ônus deve formalizar reclamação no órgão de defesa do consumidor ou na plataforma consumidor.gov.br.

Segundo Cláudia, é importante lembrar que existem opções se o consumidor não receber os boletos, faturas ou contas. Os fornecedores devem disponibilizar outras formas de pagamento, como recebimento direto, envio de boletos por e-mail ou do código de barras para que o pagamento ocorra de forma regular.