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Golpes pela internet crescem em Umuarama e população precisa ficar atenta

05/07/2021 08H52

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O número de cibercrimes aumentou no Brasil durante a pandemia de covid-19, com mais pessoas conectadas à internet. Segundo a 7ª Subdivisão da Polícia Civil de Umuarama, os golpes mais comuns na cidade têm relação com o aplicativo WhatsApp, quando os criminosos sequestram o número ou fingem ser a vítima.

Conforme um dos investigadores da Polícia Civil de Umuarama, o número de boletim de crimes via internet vem aumentando, porém se engana quem acha que o golpe chega por um vírus. Entre os golpes a vítima tem sua conta de WhatsApp sequestrada e tudo começa quase sempre por uma ligação de um desconhecido.

Na ligação, o estelionatário conta uma história parecendo ser verdadeira para vítima e a induz receber um código, que seria o identificador do Whatsapp. A pessoa posteriormente, sem perceber, acaba passando esse código para o golpista e neste momento o criminoso assume o controle do número registrado na conta do aplicativo. Com a conta sequestrada, o criminoso começa a pedir de depósitos ou transferência de dinheiro para amigo ou parente.

Outra forma de usar o aplicativo, e que vem crescendo em Umuarama, o estelionatário começa a participar de um grupo de WhatsApp, identifica a vítima dentro desse grupo e vasculha a vida da pessoa em suas redes sociais. Posteriormente, ao conseguir os telefones dos parentes do envolvido no golpe, o criminoso manda uma mensagem fingindo ser a vítima e que trocou de número, em seguida começa a pedir dinheiro.

A empresária Rosa da Mata foi uma dessas vítimas, porém, sua família percebeu que a forma de conversar estava diferente da usual por ela. “Meu pai recebeu uma mensagem no WhatsApp com minha foto dizendo que eu teria trocado de número. Esse número começou a puxar conversa com ele e minha mãe estranhou a forma de dialogar. Felizmente ela me ligou perguntando se eu havia trocado de número e informei que não. Deu tempo de não cair no golpe”, ressaltou.

BOA FÉ DAS PESSOAS

Ainda segundo a polícia, as pessoas acham impossível cair em uma história tão simples, como as relatadas, mas a realidade é outra. Uma pesquisa feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostrou que a grande maioria dos brasileiros já sofreu tentativa de fraude de seus dados pessoais ou conhece alguém que tenha sido vítima desse tipo de crime.

Para 91% dos entrevistados, esse tipo de crime aumentou durante a pandemia. Nos últimos 12 meses, os próprios entrevistados ou familiares foram vítimas desses crimes, sendo as situações mais comuns aquelas que envolvem recebimento de mensagens ou ligação telefônica com solicitação fraudulenta de dados pessoais ou bancários (43%) e pedido de depósito ou transferência de dinheiro para amigo ou parente (34%).

Também foram citadas entre essas tentativas de fraudes a cobrança fraudulenta ou compra indevida no cartão de débito ou crédito (29%); a invasão do e-mailou das redes sociais, com alguém assumindo o controle de sua conta sem sua permissão (18%); a clonagem de celular ou WhatsApp(18%); a tentativa de abertura de linha de crédito ou solicitação de empréstimo usando seu nome (15%); e a invasão e acesso a dados bancários (14%).

GOLPE DO CARRO

Outro golpe na internet é do anúncio de carro. Nessa situação o golpista identifica um carro a venda no site de uma concessionária, liga para empresa dizendo que vai ficar com o automóvel e a empresa retira o anúncio. Quando isso acontece, o golpista anuncia o carro em um site de anúncios com o valor entre R$ 10 a R$ 15 mil mais barato. A vítima fica encantada com o valor do veículo, entra em contado com o criminoso, o qual fala que a pessoa pode testar o carro na concessionária tal, mas o valor com desconto só pode ser fechado com o anunciante, ou seja, a estelionatária em questão.

Neste tipo de golpe pessoas já perderam mais de R$ 140 mil reais.

BANCOS

Segundo dados da Febraban, os ataques de phishing, tentativa de roubo de senhas e de dados pessoais pela internet, cresceram 100% no primeiro bimestre deste ano em relação ao ano passado. Já os golpes da falsa central telefônica e do falso funcionário do banco cresceram 340%.

Saiba qual o procedimento quando for vítima de um crime envolvendo a internet

A lei brasileira está se adaptando e se adequando a essas novas modalidades criminosas com a utilização da tecnologia e internet. Recentemente teve três alterações no código penal, que tem ligação direta com o crime cibernético: uma alteração para criminalizar o stalker, o novo crime de perseguição; aumento da pena para crime contra honra praticados nas redes sociais e para estelionato na internet.

No caso a pessoa for vítima de um golpe na internet o primeiro passo, segundo a 7ª Subdivisão da Polícia Civil de Umuarama, é confeccionar um boletim de ocorrência, até como forma de boa fé caso venha ter problemas futuros com o golpe.

Além disso sempre desconfie de alguma conversa diferente ou se uma oferta for muito boa. Normalmente o estelionato se passa por funcionário de alguma empresa, pesquisador, comprador ou vendedor. Ligue na empresa para confirmar a conversa.

Veja as dicas:

Você perdeu o acesso ao seu número de WhatsApp (WhatsApp clonado)?

  • Avise seus contatos e familiares sobre a fraude para evitar que alguém atenda o pedido de depósito, pagamento, transferência, etc
  • Envie um e-mail para support@whatsapp.com com o assunto “Perdido/roubado/clonado: por favor, desative minha conta” e no corpo da mensagem escreva seu número de telefone, com código do país e DDD. Por exemplo, um telefone celular do Brasil, de Umuarama: +55 44 9xxxx-xxxx.
  • A empresa irá desativar sua conta e, após 12 horas, irá disponibilizá-la para instalação novamente.
  • Quando o golpista tiver habilitado a verificação em duas etapas, reinstale o número no WhatsApp e digite de forma errada o código diversas vezes até bloquear a conta.

Você fez depósito a pedido de algum contato que teve o WhatsApp clonado?

  • Entre em contato com o número através de chamada de voz pelo telefone, nunca pelo aplicativo, e verifique o que está acontecendo.
  • Caso tenha feito algum depósito, procure o gerente da sua conta para tentar cancelar as transações. Você pode tentar ligar para a agência bancária em que foi realizado o depósito. Procure em site de buscas pelo nome do banco e número da agência e entre em contato.

Um número diferente do seu está usando sua foto, se passando por você e solicitando valores para seus contatos?

  1. vise seus contatos e familiares sobre a fraude para evitar que alguém atenda o pedido de depósito, pagamento, transferência, etc
  2. Denuncie o perfil dentro do aplicativo clicando sobre o contato e indo até a última opção ou indo ao começo da conversa e selecionando a opção de Denunciarcontato.

Como se precaver?

  • Habilite a confirmação em duas etapas em sua conta do WhatsApp
  • Não repasse códigos fornecidos por SMS ou outra informação sem antes entrar em contato com as empresas em questão através de canais de atendimento oficiais.
  • Lembre que, como regra, grandes empresas na Internet não mantém contato com clientes através de aplicativos de mensagens.