REGIÃO

Um morador de Francisco Alves procurou a Polícia Militar após ser vítima de um golpe aplicado por criminosos que se passaram por representantes de um escritório de advocacia. O caso foi registrado na madrugada deste sábado (13), mas os contatos fraudulentos começaram ainda na manhã de sexta-feira (12).
Segundo o relato da vítima, os golpistas utilizaram o WhatsApp para se apresentar como advogados responsáveis por uma suposta ação judicial em seu benefício. Para tornar a fraude mais convincente, os criminosos utilizaram linguagem técnica e termos jurídicos, mencionando decisões judiciais, trânsito em julgado e procedimentos legais.
Durante a conversa, os estelionatários informaram que a vítima teria direito ao recebimento de aproximadamente R$ 130.818,45. No entanto, alegaram que, antes da liberação do valor, seria necessário realizar pagamentos referentes a taxas administrativas e procedimentos bancários.
Convencidos pela falsa história, a vítima e sua irmã efetuaram transferências que somaram R$ 330 para uma conta bancária indicada pelos criminosos. Após os primeiros depósitos, os suspeitos continuaram exigindo novos pagamentos, com valores cada vez maiores, chegando inclusive a sugerir que as vítimas fizessem empréstimos ou utilizassem cartões de crédito para dar continuidade ao suposto processo.
Desconfiado das cobranças constantes, o morador percebeu que se tratava de um golpe e procurou a Polícia Militar para registrar a ocorrência.
Além do prejuízo financeiro, a vítima relatou preocupação por ter fornecido dados pessoais aos criminosos e por ter acessado links enviados durante a conversa. O receio é de que as informações possam ser utilizadas para novas fraudes ou até mesmo para tentativas de invasão de contas bancárias e aplicativos.
A polícia orienta a população a desconfiar de mensagens que prometam liberações de valores mediante pagamento antecipado de taxas. Em casos de dúvida, a recomendação é entrar em contato diretamente com o advogado ou instituição envolvida por meios oficiais e nunca realizar depósitos sem a devida confirmação.