Operação Gomorra

O Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, e a Polícia Civil deflagraram, nesta sexta-feira (11), a Operação Gomorra, em Xambrê, no Noroeste do Paraná.
A operação investiga possíveis crimes de exploração sexual, importunação sexual, além de produção e armazenamento de conteúdo de violência sexual envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontam, em tese, a participação do presidente em exercício da Câmara Municipal de Xambrê e do secretário municipal de Cultura nos crimes apurados. Ao menos 16 vítimas teriam sido identificadas no decorrer das apurações.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, dois de busca pessoal e dois de prisão preventiva em Xambrê. As ordens foram expedidas pelo Juízo de Garantias do município.
A nota divulgada pelo Ministério Público, entretanto, não informou a identidade das pessoas que tiveram a prisão preventiva decretada nem esclareceu se os dois agentes públicos investigados foram presos.
Durante o cumprimento dos mandados, uma pessoa também foi presa em flagrante por posse ilegal de munições.
As investigações tiveram início após o encontro fortuito de provas em materiais apreendidos durante a Operação Res Privata, deflagrada em 4 de março de 2026.
O chamado encontro fortuito ocorre quando indícios relacionados a outros possíveis crimes são encontrados durante uma investigação regularmente autorizada. A partir desses elementos, foi iniciada a apuração que resultou na Operação Gomorra.
Durante as buscas desta sexta-feira, as equipes apreenderam documentos, anotações e aparelhos celulares. Os materiais serão periciados e analisados no decorrer das investigações.
A ação foi conduzida pelo Gaeco de Umuarama e contou com o apoio da Polícia Civil do Paraná, por meio da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama. As investigações prosseguem.