Cotidiano

EM UMUARAMA

Estelionatários deixam prejuízo de mais de R$ 15 mil em borracharias

24/01/2019 16H11

EM UMUARAMA Estelionatários deixam prejuízo de mais de R$ 15 mil em borracharias
Durante a tarde de quinta-feira (24) pelo menos 7 empresários formalizaram o boletim sobre o golpe

Umuarama – Estelionatários estão aplicando um golpe na compra de pneu de caminhões em borracharias de Umuarama. Até o momento o prejuízo estimado é de cerca de R$ 15 mil.

Na tarde desta quinta-feira (24) pelo menos sete empresários compareceram até a delegacia para registrar boletim de ocorrência. A polícia acredita que pode haver mais vítimas. Ainda segundo o delegado-chefe da 7ª SDP, Osnildo Carneiro Lemes, os investigadores já têm um suspeito que está sendo procurado.

PREJUÍZO

Segundo o borracheiro Itamar Inácio da Silva, somente ele levou um prejuízo de mais de R$ 7 mil. “O homem estava me ligando desde dezembro e na segunda-feira (22) apareceu na minha borracharia e fez a compra, pagando com cheque”, explicou Silva.

Segundo as vítimas, os golpistas fazem o primeiro contato via telefone, dizendo que outro borracheiro da cidade e conhecido da vítima indicou o estabelecimento para a compra. Uma caminhonete fretada vai até o local, retira os pneus e entrega em um ponto da avenida Zaeli. “A entrega foi feita na rua. Eu conversei com o rapaz que fez o frete, fui no local e não tem nada”, explicou outro borracheiro.

PAGANDO OS PNEUS

Outro ponto em comum, segundo as vítimas, é que todos os cheques são da mesma instituição financeira, mas em nome de titulares diversos, tanto pessoa física quanto jurídica. “A transportadora que consta no meu cheque é ‘fantasma’. No endereço tem apenas um terreno baldio”, relatou Mário Pavanati. Ele teve um prejuízo de R$ 1.100 em julho de 2018.

“Não vim antes porque achei que era somente comigo. Os pneus que vendi nem eram meus. Eram de um colega que faz recape e deixa para eu vender. Venha só, é duro pagar R$ 1.100 em prejuízo quando eu cobro R$ 20 para instalar um pneu. Espero que encontrem esses estelionatários para não fazerem isso com outras pessoas”, afirmou Pavanati.

Segundo as vítimas, os cheques acabam sempre devolvidos por motivos como ‘sustado’, ‘furto’ ou conta encerrada. “Conheço uma das pessoas que consta em um dos cheques. Não passaram para mim, mas para um colega. Vamos ver se a polícia consegue encontrar”, salientou Itamar Silva.

A maior parte dos golpes foi aplicada entre o fim de dezembro de 2018 e o início de 2019. Ainda segundo as vítimas, os cheques repassados chegavam sempre preenchidos, com caligrafia parecida e com números de telefones iguais.