Cotidiano

ESTELIONATO VIRTUAL

Estelionatários aplicam golpe pelo What’sApp e deixam prejuízo de quase R$ 5 mil

09/06/2020 15H18

Umuarama – Estelionatários deixaram um prejuízo de quase R$ 5 mil para vítimas que foram enganadas através do empréstimo pelo What’sApp durante o fim de semana, em Umuarama. Somente no sábado (6) sete vítimas procuraram a delegacia da Polícia Civil relatando que tiveram seus aplicativos clonados e que os golpistas estavam se passando por elas e pedindo dinheiro emprestado aos seus contatos pessoais.

CLÍNICA

Segundo o delegado-chefe da 7ª SDP, Osnildo Carneiro Lemes, em todos os casos as vítimas relataram que são clientes de uma clínica odontológica da cidade e que o golpista entrou em contato alegando ser desta empresa e dizendo que precisava atualizar um cadastro. Durante a falsa atualização, o estelionatário enviava um código via SMS para a vítima, que quando ela digitava, bloqueava o aplicativo.

MENSAGENS

‘Eu estava trabalhando e trocando mensagens com a pessoa. Achei que era da clínica. Dai depois que eu coloquei o código travou tudo”, relatou o atendente de 44 anos. Ele descobriu que o telefone foi clonado após um colega de trabalho o questionar se ele estava precisando de dinheiro. “Quando disse que não havia pedido dinheiro algum, ele disse que mandei e já descobrimos que era golpe. Pedi para avisarem nos grupos familiares e de amigos, mas infelizmente não deu tempo”, relatou.

PREJUÍZO

A filha do atendente, Amanda, de 20 anos, trocou de celular recentemente e estava fora do grupo da família, assim não foi avisada do golpe. “Eu que chamei o meu pai pelo aplicativo para falar sobre o tratamento odontológico dele. A pessoa falava igual ao meu pai. Ela disse que a senha do aplicativo do banco não estava dando certo e se eu poderia fazer um depósito para ele que depois ele me devolvia o dinheiro. Mandou e eu fiz dois depósitos, um de R$ 930 e outro de R$ 800. Foi todo o meu salário”, contou a jovem.

GOLPE

Amanda só descobriu o golpe cerca de duas horas após, quando a mãe avisou que o telefone do pai havia sido clonado. Além da jovem, um outro amigo também acabou depositando R$ 1.500 (R$ 900 e depois R$ 550).

Segundo o delegado, a orientação é que as pessoas procurem confirmar que é realmente a pessoa antes de fazer qualquer depósito em dinheiro. “De preferência pessoalmente. O mesmo vale para essas atualizações com pedido de código. Sempre desconfie”, afirmou.

As contas utilizadas normalmente estão em nomes de laranjas ou mesmo criadas a partir de documentos falsos. “São investigações difíceis de chegarmos até a origem, principalmente porque as contas bancárias usadas normalmente são de outros Estados”, salientou Carneiro.